O Ministério de Minas e Energia da Colômbia publicou a Resolução 40064 em 22 de janeiro de 2026, suspendendo transações internacionais de eletricidade com o Equador em resposta às tarifas de 30% do presidente Daniel Noboa. A medida entra em vigor às 18h desse dia e prioriza o fornecimento nacional. O Equador afirma ter capacidade suficiente para atender à sua demanda energética sem importações.
Em 22 de janeiro de 2026, o governo colombiano respondeu à decisão do Equador de impor tarifas de 30% sobre importações colombianas a partir de 1º de fevereiro, citando falta de cooperação no narcotráfico. O ministro Edwin Palma anunciou a suspensão indefinida das Transações Internacionais de Eletricidade (TIE) por meio da Resolução 40064, efetiva a partir das 18h, para garantir a segurança do Sistema Interligado Nacional (SIN) diante da variabilidade climática. «Todas as Transações Internacionais de Eletricidade-TIE entre a República da Colômbia e o Equador estão suspensas», afirma o documento. No entanto, permite exportações limitadas utilizando geração térmica com combustíveis líquidos ou usinas despachadas centralmente, desde que não afetem a demanda doméstica, conforme resoluções anteriores da Creg. O Ministério pode ajustar essas alternativas por circular para manter a confiabilidade do SIN. O Equador reportou disponibilidade de 5454 MW em seu Sistema Interligado Nacional, com 790,7 GWh armazenados em reservatórios como Mazar (609,59 GWh). Sua matriz energética inclui 64,5% renovável, 30,8% térmica e apenas 4,8% de importações colombianas. «Isso permite atender à demanda nacional com geração própria, mantendo margens operacionais adequadas», afirmou seu Ministério de Meio Ambiente e Energia. A tensão comercial afeta os intercâmbios bilaterais de US$ 2.500-2.800 milhões anuais, com superávit colombiano em 2025 de US$ 849 milhões. A Colômbia exporta energia (até 12% do consumo equatoriano), medicamentos e veículos; importa peixes e óleos. Entidades como Andi, CIP e Colfecar alertam para perdas de empregos e impactos na competitividade, com 72% das exportações dependendo de transporte terrestre. A Comunidade Andina (CAN), por meio do secretário-geral Gonzalo Gutiérrez Reinel, instou o adiamento das medidas e ofereceu mediar um diálogo para preservar a integração sob o Acordo de Cartagena. A ministra de Comércio, Diana Marcela Morales, descreveu a tarifa colombiana de 30% sobre 20 produtos equatorianos como «transitória e revisável», não confrontacional. Empresas como XM (US$ 133,5 milhões em exportações de energia em 2025), Colgate e Hino enfrentam pressões, representando 25% dos envios colombianos ao Equador.