As famílias argentinas enfrentam dificuldades crescentes para pagar dívidas de consumo, que atingiram taxas de inadimplência no seu nível mais alto em 16 anos, com base nos dados de maio.
Eugenia Muzzio, jornalista especialista em economia do Grupo Perfil, afirmou que os índices de inadimplência quadruplicaram em comparação com o mesmo período do ano passado e atingiram 12,7% em maio, segundo a consultoria 1816.
O problema concentra-se em empréstimos pessoais com 12,9% de inadimplência, cartões de crédito com 12,5% e fintechs chegando a 20% a 25%, enquanto os empréstimos hipotecários permanecem em apenas 1,5%.
Muzzio explicou que as dívidas surgem principalmente de despesas cotidianas e que as altas taxas de juros, que chegam a 400% e 500% nas fintechs, complicam os pagamentos sem alívio da inflação ou refinanciamento.
As projeções indicam que a situação persistirá durante o restante do ano e possivelmente até 2027.