Cobre, principal exportação do Chile, agora mineral crítico para os Estados Unidos

Os Estados Unidos atualizaram sua lista de minerais críticos, adicionando o cobre como essencial para sua segurança econômica e nacional. Esta categoria abrange matérias-primas com cadeias de suprimento vulneráveis e papéis chave na manufatura. Para o Chile, o principal exportador mundial de cobre, esta designação pode afetar as políticas comerciais sob a administração Trump.

Os Estados Unidos atualizaram sua lista de minerais críticos, que agora compreende 60 elementos, adicionando dez novos, incluindo cobre, urânio e prata. De acordo com a definição oficial dos EUA, esses minerais são “essenciais para a segurança econômica ou nacional”, têm “uma cadeia de suprimento vulnerável a interrupções” e cumprem “uma função essencial na fabricação de um produto cuja ausência teria consequências significativas para a segurança econômica ou nacional dos Estados Unidos”.

Esta atualização, anunciada sob a administração de Donald Trump, determina quais produtos básicos caem sob a investigação da Seção 232 sobre minerais críticos processados e derivados, iniciada em meados de abril. A Bloomberg observou que isso poderia levar a tarifas e restrições comerciais. Trump priorizou o fortalecimento do suprimento nacional desses minerais, argumentando que a dependência excessiva de importações estrangeiras coloca em risco a segurança nacional, o desenvolvimento de infraestrutura e a inovação tecnológica.

As importações de cobre representam quase metade do consumo total dos EUA, principalmente do Chile, Peru e Canadá, embora a maior parte da refinação global ocorra na China. Para o Chile, cuja principal exportação é o cobre, esta designação tem implicações mistas: Trump prometeu impulsionar a indústria nacional de cobre e impor tarifas sobre exportações para os Estados Unidos, mas o cobre refinado enviado do Chile foi excluído da tarifa de 50% aplicada ao cobre em geral em 30 de julho.

A lista também visa orientar investimentos em projetos a nível estadual nos Estados Unidos. Kathleen Quirk, diretora executiva da Freeport, disse à Reuters em março: “Não estamos buscando subsídios, mas se o governo estiver tentando incentivar a produção doméstica (de cobre), é importante reconhecer que os Estados Unidos não têm as mesmas qualidades que temos internacionalmente.”

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