A Organização Central dos Sindicatos rejeitou o apelo do ex-vice-presidente Rigathi Gachagua por um órgão trabalhista rival. O secretário-geral da COTU, Francis Atwoli, disse que a proposta demonstra falta de compreensão sobre a história trabalhista do Quênia.
Em um comunicado emitido na quarta-feira, 6 de maio, Atwoli descartou a sugestão de Gachagua como uma tentativa de criar "quiosques políticos" para interesses pessoais. Ele enfatizou que os sindicatos são instituições legalmente estabelecidas com décadas de história e reconhecimento internacional, representando milhões de trabalhadores quenianos.
Atwoli alertou que tais movimentos não desestabilizarão o movimento trabalhista. "A COTU é uma central sindical nacional legalmente estabelecida, com raízes históricas profundas, reconhecimento internacional e milhões de trabalhadores em seus sindicatos afiliados, e nenhuma quantidade de amargura política ou incitação tribal do Sr. Gachagua desestabilizará o movimento trabalhista queniano", afirmou.
A troca de farpas segue os comentários de Gachagua em um fórum de trabalhadores em Nairóbi na terça-feira, 5 de maio. Na ocasião, o líder do partido DCP acusou Atwoli de priorizar os interesses do governo em detrimento dos trabalhadores e pediu uma organização alternativa para oferecer mais opções aos empregados. As declarações ocorrem enquanto a COTU e a Federação dos Empregadores do Quênia continuam em desacordo sobre um aumento salarial de 12 por cento anunciado pelo presidente William Ruto em 1º de maio.