Os preços do petróleo bruto dispararam para mais de US$ 115 o barril depois que os EUA e o Irã trocaram tiros, rompendo um frágil cessar-fogo em meio a semanas de tensões crescentes. Após o impasse nas negociações de paz de abril, bloqueios navais e apreensões de navios no Estreito de Ormuz, o confronto intensificou os temores de um conflito mais amplo no Oriente Médio, ameaçando o fornecimento global de energia e alimentando a volatilidade do mercado.
As ações asiáticas abriram sem direção definida na terça-feira, 4 de maio, à medida que o confronto entre EUA e Irã impulsionou o petróleo bruto para acima de US$ 115 o barril, dando continuidade à volatilidade de abril, período em que os preços oscilaram de menos de US$ 95 para mais de US$ 110 em meio a esperanças de trégua e ameaças de bloqueio. Autoridades confirmaram que a troca de tiros rompeu o cessar-fogo que o presidente dos EUA, Donald Trump, havia estendido indefinidamente no final do mês passado, segundo relatos do The Economic Times. O incidente destaca as vulnerabilidades no Estreito de Ormuz — um ponto crítico para os fluxos globais de energia e fertilizantes —, exacerbando as preocupações com interrupções no fornecimento que começaram com as apreensões de navios pelo Irã e a presença naval dos EUA. Analistas alertam para o aumento dos prêmios de risco geopolítico, com potenciais efeitos colaterais para a atividade industrial, inflação, cadeias de suprimentos e custos de commodities em todo o mundo. Os futuros de ações dos EUA refletiram cautela, espelhando as oscilações de sentimento de abril, enquanto nenhuma resolução surgiu. Os mercados de energia preparam-se para uma volatilidade prolongada caso as tensões persistam, podendo elevar os preços para US$ 120 ou mais.