Três semanas após o início do bloqueio do Estreito de Ormuz pelo Irã, os preços do petróleo subiram mais 8%, ultrapassando US$ 100 por barril, após o colapso das negociações de paz entre os EUA e o Irã e a imposição de um bloqueio pela Marinha dos EUA para restringir as exportações iranianas. A escalada aumenta os temores globais de oferta, com o presidente Trump alertando para preços de combustíveis persistentemente altos até as eleições de meio de mandato de novembro.
Em uma forte escalada da crise no Estreito de Ormuz — desencadeada pelo bloqueio e ataques a campos petrolíferos pelo Irã em março —, a Marinha dos EUA bloqueou agora o estreito após o fracasso das negociações de cessar-fogo com o Irã, restringindo severamente as exportações de energia do Oriente Médio. O petróleo Brent ultrapassou US$ 100, com o WTI acompanhando a alta, intensificando a escassez e os riscos de inflação que já afetavam os mercados desde o início da crise.
O presidente Trump destacou a possibilidade de que os preços elevados do petróleo e da gasolina persistam durante as eleições de meio de mandato nos EUA. As bolsas globais caíram e o dólar subiu com a notícia. Na Índia, investidores estrangeiros cobriram posições vendidas em futuros do Nifty, elevando a relação entre posições compradas e vendidas para 22% e impulsionando uma recuperação, embora analistas alertem para o risco de choques no preço do petróleo que limitariam o índice Nifty entre 24.500 e 24.600 pontos (com suporte em 23.700).
Os índices de referência da Índia haviam subido na semana passada com as breves esperanças de uma trégua que aliviou o petróleo, mas a rupia enfraquece apesar do apoio do RBI. A geopolítica no Oeste Asiático, incluindo as tensões em Ormuz, agora ofusca o sentimento do mercado enquanto os investidores aguardam novas negociações entre EUA e Irã.