O barril de petróleo Brent futuro para junho abriu as negociações na noite de domingo (22) a US$ 106, com alta de 0,1%, em meio a promessas de ataques entre EUA e Irã pelo controle do estreito de Hormuz. O presidente Donald Trump ameaçou aniquilar instalações energéticas iranianas se o estreito não for aberto, enquanto o Irã prometeu retaliar contra sistemas de energia de vizinhos do Golfo.
No centro da guerra no Irã, o preço do petróleo Brent registrou leve alta de 0,1% às 20h de domingo (22/03/2026), cotado a US$ 106 para o contrato futuro de junho. Em 9 de março, o Brent de maio atingiu US$ 119,46, o maior valor desde 29 de junho de 2022, segundo a Folha de S.Paulo. A tensão escalou com a promessa do presidente dos EUA, Donald Trump, de 'aniquilar instalações energéticas' iranianas caso o estreito de Hormuz não seja aberto. Em resposta, o Irã ameaçou atacar sistemas de energia e água de países vizinhos como Bahrein, Qatar, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Kuwait nos próximos dias, se houver ataque à sua rede elétrica. A Reuters nota que vizinhos consomem cinco vezes mais energia per capita, com usinas de dessalinização suprindo 100% da água no Bahrein e Qatar, mais de 80% nos Emirados e 50% na Arábia Saudita. A Guarda Revolucionária do Irã afirmou em comunicado que o estreito só será reaberto após reconstrução de usinas hidrelétricas, caso atacado. Semana passada, Israel atacou um campo de gás iraniano, e o Irã retaliou contra Arábia Saudita, Qatar e Kuwait. O bloqueio parcial do Hormuz gerou a pior crise de petróleo desde os anos 1970, com preços do gás na Europa subindo 35%. A Agência Internacional de Energia (AIE) recomenda reduzir demanda por meio de home office, menos voos, dirigir mais devagar, caronas e fogões elétricos, chamando-a de 'maior interrupção de fornecimento da história'. O presidente-executivo da Saudi Aramco, Amin Nasser, pode cancelar participação em conferência em Houston (24), priorizando a região; a empresa redirecionou petróleo após ataques a ativos.