Trump ordena bloqueio da Marinha dos EUA ao Estreito de Ormuz após falha nas negociações nucleares com o Irã

Na crise em curso no Estreito de Ormuz, que entra em sua quarta semana desde o bloqueio imposto pelo Irã em março, o presidente dos EUA, Donald Trump, ordenou que a Marinha imponha um contrabloqueio após o colapso das negociações de paz em Islamabad, no Paquistão. Os preços globais do petróleo atingiram 103 dólares por barril, gerando alertas de escassez de combustível no Quênia antes de uma revisão crucial de preços.

O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou a medida na segunda-feira por meio das redes sociais, destacando avanços em Islamabad na maioria das questões, mas a falha em relação ao programa nuclear do Irã. "A reunião correu bem, a maioria dos pontos foi acordada, mas o único ponto que realmente importava, o nuclear, não foi. Com efeito imediato, a Marinha dos Estados Unidos, a melhor do mundo, iniciará o processo de bloqueio de todos e quaisquer navios que tentem entrar ou sair do Estreito de Ormuz", escreveu ele.

A Marinha dos EUA planeja interceptar embarcações em trânsito, limpar minas iranianas da hidrovia e visar navios que paguem taxas de trânsito ao Irã em águas internacionais, intensificando o impasse que já interrompeu as exportações de energia do Oriente Médio e elevou os preços.

O petróleo Brent superou os 103 dólares por barril, com os mercados asiáticos abrindo em queda devido aos receios com o abastecimento.

Localmente, o Quênia enfrenta riscos elevados antes da revisão dos preços dos combustíveis pela Autoridade Reguladora de Energia e Petróleo, marcada para 14 de abril. Relatos de escassez em Nairóbi e Machakos decorrem de atrasos na distribuição, congestionamento em terminais, compras por pânico e suposta retenção de estoques por comerciantes.

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