Cuba suspende cirurgias hospitalares em meio à crise de combustível

Devido a uma grave escassez de combustível agravada pela intervenção dos EUA na Venezuela, hospitais cubanos interromperam cirurgias e transporte de pacientes ambulatoriais, enquanto alguns hotéis estão fechando. O presidente Miguel Díaz-Canel reconheceu tempos difíceis, mas prometeu resistência criativa. A ONU alerta para um possível colapso humanitário.

A crise de combustível em Cuba, intensificada desde a intervenção dos EUA na Venezuela em 3 de janeiro, levou a medidas drásticas no setor de saúde. Em vários hospitais, todas as cirurgias e o transporte de pacientes de outros municípios foram cancelados devido à falta de combustível, segundo uma funcionária anônima do Ministério da Saúde Pública. «Todas as cirurgias e transportes de pacientes foram cancelados», relatou ela, acrescentando que muitos pacientes internados estão sendo liberados e os recursos estão sendo inventariados.  nnA escassez afeta suprimentos essenciais: não há petidina para dor do parto, analgésicos, anti-hipertensivos, fluidos intravenosos, cateteres ou gaze. Os antibióticos têm cobertura baixa, e o concentrado para hemodiálise dura apenas três dias. Para alimentos, arroz e grãos duram cerca de 15 dias, mas carne moída por dois e frango por três.  nnEm Ciego de Ávila, uma policlínica manterá apenas a unidade de emergência aberta, com médicos obrigados a levar lâmpadas recarregáveis. A colheita de açúcar em Sancti Spíritus parou, segundo um funcionário da usina Melanio Hernández. Vários hotéis nas Keys fecharam, como o Valentín Perla Blanca em Cayo Santa María, onde os hóspedes foram realocados até as 16h de quinta-feira.  nnO presidente Miguel Díaz-Canel, em seu pronunciamento de quinta-feira, afirmou: «Vamos viver tempos difíceis», contando com «resistência criativa». Ele anunciou que os ministros detalharão as medidas em uma semana. A ONU alerta para colapso humanitário devido ao bloqueio petrolífero de Trump, que cortou as exportações venezuelanas para Cuba. O México considera ajuda de combustível. Díaz-Canel expressou abertura ao diálogo com os EUA sem pressão: «Cuba está disposta a dialogar com os Estados Unidos, sobre qualquer questão que precise ser discutida ou debatida. Em quais condições? Sem pressão.»

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