Após a condenação de Cuba a uma nova ordem executiva dos EUA que impõe tarifas a fornecedores de petróleo, o presidente Donald Trump previu o colapso iminente da ilha e um possível acordo com Washington para encerrar sua crise, descartando preocupações humanitárias.
Sábado a bordo do Air Force One, Trump reiterou sua estratégia de pressão após o Ministério das Relações Exteriores de Cuba denunciar a ordem executiva de 29 de janeiro como violação do direito internacional. Respondendo aos alertas humanitários da presidente mexicana Claudia Sheinbaum, Trump afirmou: «Não precisa haver uma crise humanitária. Acho que eles provavelmente virão até nós e vão querer fazer um acordo. Assim, Cuba será livre novamente.» Trump avaliou o estado crítico de Cuba: «Cuba vai colapsar em breve. Cuba é realmente uma nação muito próxima do colapso», citando blecautes que afetam mais da metade do país, transportes paralisados, indústrias paradas e hospitais sobrecarregados. No Truth Social, ele postou: «Não haverá mais petróleo ou dinheiro para Cuba – zero! Sugiro fortemente que façam um acordo antes que seja tarde demais», notando a dependência passada de Cuba do apoio soviético e venezuelano. Trump elogiou Sheinbaum como «muito boa» e afirmou que ela concordou em parar os envios, embora o México insista que sua ajuda é humanitária e esteja explorando alternativas para evitar sanções. O presidente cubano Miguel Díaz-Canel chamou as medidas de «fascistas» e destinadas a provocar uma crise, prometendo resistência. A abordagem de Trump aposta na pressão econômica para forçar uma mudança de regime, em meio a blecautes programados em Cuba, atribuídos ao embargo dos EUA.