Dramatic illustration of Pemex oil tanker canceled for Cuba amid US pressure, showing Mexico's port and Cuba's blackout crisis.
Dramatic illustration of Pemex oil tanker canceled for Cuba amid US pressure, showing Mexico's port and Cuba's blackout crisis.
Imagem gerada por IA

Pemex cancela envio de petróleo a Cuba em meados de janeiro em meio a pressão crescente dos EUA

Imagem gerada por IA

A estatal petrolífera mexicana Pemex cancelou um envio de petróleo bruto a Cuba previsto para o final de janeiro de 2026, enquanto os EUA intensificam esforços para cortar suprimentos de combustível à ilha após a captura do líder venezuelano Nicolás Maduro em 3 de janeiro. A decisão agrava a crise energética de Cuba, que depende fortemente de importações mexicanas em meio a blecautes crônicos e isolamento.

A Pemex removeu do seu calendário de entregas o envio de meados de janeiro — programado para carregar no Swift Galaxy, de bandeira panamenha, e chegar a Cuba até o fim do mês —, conforme relatado pela Bloomberg em 27 de janeiro de 2026. Não foi fornecida razão oficial, com fontes energéticas mexicanas citando disponibilidade de crude, logística e condições de mercado. No entanto, o cancelamento se alinha à crescente pressão dos EUA sobre aliados para interromper o apoio a Cuba. A medida segue postagem nas redes sociais do presidente dos EUA Donald Trump afirmando “não haverá mais petróleo ou dinheiro para Cuba: zero”, emitida quase duas semanas antes. O secretário de Energia dos EUA Chris Wright indicou inicialmente que a política permitiria envios mexicanos, mas a Reuters relata que o México agora avalia manter, reduzir ou suspender entregas por medo de retaliações da administração Trump. O Politico nota que a Casa Branca considera invocar a Lei Helms-Burton para bloquear importações de petróleo de Cuba, enquanto drones da Marinha dos EUA intensificaram a vigilância sobre rotas de petroleiros no Golfo do México. A presidente mexicana Claudia Sheinbaum, em ligação com Trump em 13 de janeiro, negou discutir Cuba e enfatizou a cooperação histórica, oferecendo mediar conversas EUA-Cuba. Anteriormente, qualificou os envios mexicanos como ajuda humanitária diante dos blecautes, escassez de alimentos e combustível em Cuba. Cuba precisa de pelo menos 110 mil barris por dia, mas produz apenas 40 mil barris de petróleo pesado domesticamente, enfrentando blecautes de mais de 40 horas em algumas províncias. A Pemex tornou-se o principal fornecedor de Cuba após a Venezuela reduzir exportações devido aos seus próprios declínios, entregando em média cerca de 20 mil barris diários em 2024 e 19.200 barris diários de janeiro a setembro de 2025, com o especialista Jorge Piñón estimando 8.700 barris diários nos primeiros 13 meses da administração Sheinbaum. A última entrega chegou em 9 de janeiro no Ocean Mariner, com 85 mil barris de Veracruz. Reações incluem milhares marchando em Havana diante da embaixada dos EUA para protestar contra a morte de 32 cubanos na operação dos EUA que capturou Maduro. O líder cubano Miguel Díaz-Canel os homenageou como ‘bravos combatentes’, enquanto o secretário de Estado dos EUA Marco Rubio alertou autoridades cubanas para se preocuparem. O isolamento de Cuba se aprofunda com líderes da Argentina, El Salvador e outros apoiando Trump, opostos por México, Brasil e Colômbia. Nem a Pemex nem a Secretaria de Energia do México comentaram oficialmente.

O que as pessoas estão dizendo

Discussões no X sobre o cancelamento pela Pemex do envio de petróleo de janeiro a Cuba refletem sentimentos divididos: muitos celebram como concessão à pressão dos EUA de Trump e Rubio contra a ditadura cubana, zombam sarcasticamente da defesa da soberania de Sheinbaum e criticam ajuda passada que esgotou a Pemex; outros, incluindo posts oficiais da Pemex, afirmam como decisão soberana humanitária.

Artigos relacionados

Protesters marching in Havana streets at night during blackouts caused by fuel crisis, with signs blaming the U.S. blockade.
Imagem gerada por IA

Cuba admite esgotamento de reservas de combustível em meio a protestos

Reportado por IA Imagem gerada por IA

O ministro de energia de Cuba, Vicente de la O Levy, declarou que o país não possui reservas de diesel ou óleo combustível para suas usinas termelétricas. A situação causou apagões generalizados e protestos esporádicos em Havana. O presidente Miguel Díaz-Canel atribuiu a crise ao bloqueio energético dos EUA.

O petroleiro russo Anatoly Kolodkin, transportando mais de 700.000 barris de petróleo bruto, chegou ao porto de Matanzas, em Cuba, a 100 quilômetros de Havana, no dia 30 de março de 2026, e aguarda autorização para descarregar. O presidente dos EUA, Donald Trump, declarou não ter problemas com a entrega, uma vez que Cuba precisa do suprimento para sobreviver. A embarcação, que sofre sanções, recebeu permissão da Guarda Costeira dos EUA.

Reportado por IA

A captura de Nicolás Maduro pelos EUA em janeiro desencadeou um bloqueio de petróleo contra Cuba, levando ao cancelamento de viagens canadenses em meio a escassezes de combustível e eletricidade. O jornalista cubano-canadense Victor Vigas Alvarez argumenta que essas perturbações podem no final beneficiar Cuba ao pressionar o regime por mudanças. Ele aponta violações aos direitos humanos e o controlo militar sobre as receitas do turismo.

Este site usa cookies

Usamos cookies para análise para melhorar nosso site. Leia nossa política de privacidade para mais informações.
Recusar