A presidente Claudia Sheinbaum revelou em 22 de dezembro de 2025 que o governo de Enrique Peña Nieto perdoou uma dívida cubana com a Petróleos Mexicanos (Pemex) em 2013. Além disso, 70% de uma dívida histórica com o Bancomext, que remonta aos anos 1990, foi perdoada, e o restante foi reestruturado para impulsionar o comércio bilateral. Esses acordos fazem parte do apoio de longa data do México a Cuba.
Durante a conferência de imprensa matinal de 22 de dezembro de 2025, no Palácio Nacional, a presidente Claudia Sheinbaum divulgou detalhes sobre acordos financeiros históricos entre o México e Cuba. Ela explicou que, em 2013, o governo de Enrique Peña Nieto realizou uma doação de dívida, perdoando o montante que Cuba devia à Petróleos Mexicanos (Pemex). “Com uma doação de dívida em 2013, o governo Peña Nieto perdoou a dívida que o governo cubano tinha com a Petróleos Mexicanos”, afirmou Sheinbaum.
No mesmo período, 70% da dívida histórica de Cuba com o Banco Nacional de Comércio Exterior (Bancomext), totalizando cerca de 343 milhões de dólares e originada nos anos 1990, foi perdoada. O restante foi reestruturado para promover o comércio bilateral. “Ele perdoou 70 por cento da dívida histórica com o Bancomext e reestruturou o resto para fomentar o comércio bilateral. A cronologia das reuniões presidenciais é outra questão, mas é importante que vocês saibam disso”, disse a presidente.
Sheinbaum enquadrou esses apoios como parte da tradição de solidariedade do México com Cuba, independentemente do partido no poder. Ela observou que, em 2008, durante o mandato de Felipe Calderón, Cuba buscou reaproximação para reestruturar a dívida, após um período anterior de distanciamento. Em 2014, Enrique de la Madrid, então diretor do Bancomext, esclareceu perante o Senado que o perdão resultou de reduções devido a juros de moratória acumulados durante períodos de fricção política, embora o valor principal tenha sido recuperado.
A presidente anunciou que receberá mais detalhes sobre acordos de petróleo com Cuba, destacando remessas recentes de 80 mil barris de combustível da Pemex para aliviar os apagões na ilha, por razões humanitárias e dentro de um quadro legal soberano. “A relação México-Cuba é histórica; o México foi o único país que se opôs ao bloqueio desde o início na OEA”, enfatizou ela, destacando a continuidade desses laços.