O projeto open-source D7VK lançou a versão 1.1, introduzindo uma frontend experimental que traduz chamadas Direct3D 6 para a API Vulkan. Esta atualização visa melhorar a compatibilidade para jogos do final dos anos 90 em sistemas Linux. Os desenvolvedores esperam que melhore o desempenho de clássicos como Half-Life e Quake II sem ports nativos.
O lançamento do D7VK 1.1, anunciado em 29 de dezembro de 2025, representa um avanço na preservação de software de jogos legados. Construído sobre o projeto DXVK, que lida com traduções Direct3D 8 a 11 para Vulkan, o D7VK foca em versões mais antigas. Originalmente direcionado ao Direct3D 7, agora suporta experimentalmente o Direct3D 6, introduzido em 1998 com recursos como transformação e iluminação por hardware.
Este desenvolvimento aborda problemas de compatibilidade, pois o hardware moderno deixa APIs antigas para trás. Ao mapear chamadas Direct3D 6 para estruturas Vulkan, a atualização gerencia estados e primitivas de renderização não suportadas nativamente no Vulkan. O Phoronix relata que o recurso está em estágios iniciais, com otimizações para manipulação de texturas, processamento de vértices e pipelines de função fixa melhorando a estabilidade e as taxas de quadros.
O projeto, mantido pelo desenvolvedor Hans-Kristian Arntzen sob o handle doitsujin no GitHub, integra-se com ferramentas como o Proton da Valve para Steam no Linux. Isso permite uma gama mais ampla de títulos, do Direct3D 6 ao 12, rodarem sob Vulkan. Benchmarks mostram até 20% de taxas de quadros mais altas em jogos como Tomb Raider II no Linux em comparação à emulação tradicional do Wine, graças ao acesso de baixo nível à GPU do Vulkan e drivers eficientes da AMD, Intel e Nvidia.
Comentários da comunidade em plataformas como o subreddit linux_gaming do Reddit e X destacam o entusiasmo pelo gaming retrô em dispositivos como o Steam Deck. Embora desafios como instabilidade em alguns jogos persistam, exigindo ajustes do usuário, o modelo open-source convida contribuições para refinar a frontend Direct3D 6. Implicações mais amplas incluem preservação de software para arquivos e incentivos potenciais para fornecedores de hardware apoiarem o Vulkan de forma mais robusta.
Olhando para o futuro, o D7VK pode inspirar esforços para APIs ainda mais antigas, promovendo integração mais profunda com Wine e distribuições Linux.