O Drift Protocol, baseado na Solana, delineou um plano para reembolsar usuários após uma exploração de US$ 295 milhões ligada a hackers norte-coreanos. A plataforma de empréstimos propõe reivindicações tokenizadas e um fundo de recuperação lastreado em receitas para cobrir as perdas. O Drift está trabalhando com as autoridades para rastrear e recuperar os fundos roubados.
O Drift Protocol anunciou em 5 de maio uma estrutura de recuperação para os usuários afetados pela exploração de 1º de abril, que a plataforma atribui a um grupo de hackers apoiado pela Coreia do Norte, identificado pela empresa de perícia Mandiant. O ataque levou o Drift a suspender imediatamente as negociações e empréstimos. A maior parte dos ativos roubados permanece rastreável, com cerca de 130.259 ETH — aproximadamente US$ 31 milhões — concentrados em quatro carteiras monitoradas, de acordo com o Drift. Alguns fundos, incluindo US$ 3,36 milhões em USDC, já foram congelados, e os esforços legais para apreender os ativos estão em andamento. O protocolo também lançou uma recompensa de 10% sobre os ativos recuperados. O plano do Drift centra-se na emissão de tokens de recuperação, cada um atrelado a US$ 1 de perda verificada do usuário. Os detentores podem resgatar esses tokens assim que um fundo de recuperação atingir o total de US$ 295,4 milhões em perdas. O fundo começa com US$ 3,8 milhões em ativos restantes do protocolo e deve crescer por meio de receitas da exchange, até US$ 127,5 milhões da Tether vinculados ao desempenho, e até US$ 20 milhões de parceiros — potencialmente chegando a US$ 151 milhões. A equipe do Drift declarou: "Cada token de recuperação representa US$ 1 de perda verificada", acrescentando que as decisões finais estarão sujeitas a votos de governança. O protocolo planeja ser relançado no segundo trimestre como uma exchange focada em segurança, apresentando controles multisig, operações com bloqueio temporário, rotação de chaves e foco em negociação de perpétuos. Esse esforço segue respostas semelhantes do setor, como a recuperação coordenada da Aave para a exploração de US$ 280 milhões da Kelp DAO, também ligada a hackers norte-coreanos.