Pela segunda vez, a atriz Elisa Mouliaá não compareceu a uma audiência judicial nesta sexta-feira, em Madri, referente a uma queixa-crime por calúnia movida por Íñigo Errejón contra ela. Alegando licença médica por ansiedade, ela levou o juiz Arturo Zamarriego a determinar o envio de um médico legista para verificar seu estado de saúde. Errejón e uma testemunha-chave prestaram depoimento, mantendo as acusações.
Elisa Mouliaá, ré em um processo por calúnia no Tribunal de Instrução nº 9 de Madri, notificou o tribunal sobre sua ausência devido a uma licença médica por ansiedade. Seu advogado solicitou o arquivamento e um adiamento, mas o juiz Arturo Zamarriego negou ambos, oferecendo a possibilidade de depoimento por videoconferência, o que foi recusado.
Íñigo Errejón, o ex-deputado do Sumar que enfrenta um processo separado por agressão sexual em 2021 movido por Mouliaá (o Ministério Público pede a absolvição), reafirmou sua queixa. O processo originou-se de publicações de Mouliaá nas redes sociais em junho de 2025, acusando-o de extorsão de testemunha. Uma testemunha entrou em contato com Errejón em outubro de 2024 para contestar o relato dela sobre uma festa em 2021. 'É a segunda vez que venho aqui pelo mesmo motivo... Confio que a justiça a responsabilizará pelas mentiras e difamações', disse Errejón aos repórteres.
A testemunha, o anfitrião da festa, prestou depoimento voluntariamente no processo principal de agressão, descrevendo Mouliaá como 'muito calma, bem e não embriagada', e afirmando que ela planejava ir embora com Errejón. O juiz ordenou um exame médico na residência de Mouliaá para avaliar sua aptidão para prestar depoimento.
Contexto: Este fato ocorre após o arquivamento, em março de 2026, de uma segunda queixa de agressão contra Errejón por outra atriz (representada pelo advogado de Mouliaá), devido à falta de ratificação. O Tribunal de Instrução nº 47 de Madri ordenou que Errejón vá a julgamento no caso de Mouliaá.