Em uma de suas últimas aparições como prefeito de Nova York, Eric Adams anunciou planos para usar criptomoedas em seus empreendimentos pós-Prefeitura para combater o antissemitismo, a violência e educar crianças. O prefeito saído, conhecido por abraçar a tecnologia, não forneceu detalhes sobre como implementaria essa iniciativa. Essa declaração ocorre enquanto Adams encerra seu mandato antes que Zohran Mamdani, crítico de Israel, assuma o cargo.
Eric Adams, prefeito de Nova York desde 2022, fez o anúncio na segunda-feira, 30 de dezembro de 2025, durante uma aparição pública perto do fim de seu mandato. Perguntado sobre seus planos futuros, Adams afirmou: “Também quero usar criptomoedas para combater a violência, educar nossas crianças e realmente lidar com o antissemitismo que estamos vendo globalmente.” Ele acrescentou: “Muitas pessoas sabem que sou uma grande pessoa de tecnologia”, mas não ofereceu detalhes sobre a aplicação de criptomoedas a essas causas.
Adams tem um histórico de promoção de criptomoedas. Ao assumir o cargo, optou por receber seu salário de prefeito em Bitcoin, convertendo seu primeiro contracheque em BTC e ETH para posicionar Nova York como um hub amigável às criptos. Essa medida visava atrair inovadores de blockchain e apoiar startups Web3 e projetos de finanças descentralizadas.
O anúncio se alinha aos esforços de Adams em seus últimos meses para destacar o apoio a Israel e à comunidade judaica em meio ao aumento do antissemitismo global. No início de dezembro de 2025, ele emitiu uma ordem executiva proibindo funcionários da cidade de participarem do movimento Boicote, Desinvestimento e Sanções contra Israel, posição oposta pelo prefeito entrante Zohran Mamdani. Nova York abriga mais de 1,1 milhão de judeus, e incidentes antissemitas nos EUA dispararam 60% em 2023, segundo dados do FBI.
Embora os planos exatos de Adams permaneçam incertos, seu compromisso destaca o potencial papel das criptomoedas em questões sociais, construindo sobre tendências como blockchain para doações transparentes e ajuda global. Enquanto se prepara para deixar o cargo, essa visão o posiciona como uma ponte entre tecnologia e ativismo contra o ódio.