Um grupo de migrantes desalojados do antigo instituto B9 em Badalona passou a noite sob uma saída da autoestrada C-31 devido a chuvas fortes e proibição policial de acampar na praça. A Generalitat e entidades como Cáritas e Cruz Vermelha acordaram um dispositivo de emergência para fornecer abrigo temporário. O prefeito Xavier García Albiol planeja desmontar as tendas, mas com cautela devido ao mau tempo.
Na quarta-feira, 18 de dezembro, os Mossos d'Esquadra desalojaram o antigo instituto B9 em Badalona, onde viviam quase 400 pessoas, principalmente migrantes. A operação, celebrada pelo prefeito Xavier García Albiol, deixou dezenas sem abrigo imediato. Após montarem tendas na praça em frente ao edifício, a Guarda Urbana impediu a continuação na sexta-feira, forçando-os a buscar refúgio sob a saída 210 da C-31 no bairro Sant Roc.
As chuvas torrenciais de sexta e sábado pioraram a situação. A Proteção Civil ativou o plano Inuncat e enviou mensagens ES-Alert para telemóveis em Badalona e áreas próximas como Vallès Oriental e Maresme, recomendando evitar deslocações e zonas propensas a inundações. Até 66,8 litros por metro quadrado foram registados em algumas áreas, com incidentes como infiltrações de água e inundações de caves.
Albiol anunciou que ordenará a remoção das tendas para evitar um acampamento permanente, afirmando: « A ocupação do espaço público não pode ser normalizada. » Criticou relatores da ONU que condenaram o despejo como uma « grave violação » dos direitos, chamando-o de « piada » e notando que 30-40 pessoas já recebiam atenção social. O edifício será usado como esquadra de polícia.
Diante da inação municipal, a Generalitat, juntamente com Cáritas, Cruz Vermelha, Serviços Sociais Sant Joan de Déu e Fundació Llegat Roca i Pi, ativou um serviço de abrigo noturno das 20:00 às 08:00 no sábado numa instalação fornecida por uma igreja, apoiado pelo centro diurno Flore. Entidades adicionais como CUP e CCOO oferecem recursos complementares. O Departamento de Direitos Sociais enfatiza a necessidade de soluções estruturais para o sem-abrigo, além de reuniões semanais com serviços municipais desde setembro.
O Sindicat d'Habitatge Socialista de Catalunya denuncia « assédio policial » e alerta que as pessoas não podem « desaparecer ». A vereadora Mònica Martínez Bravo instou Albiol a abrir um abrigo, e o Parlamento exige alternativas residenciais. O PPC apoia o prefeito, vendo-o como um modelo contra ocupações ilegais.