Quinto dia de julgamento pelo feminicídio de Cecilia Strzyzowski

A quinta audiência do julgamento pelo feminicídio de Cecilia Strzyzowski, no Chaco, revelou testemunhos emocionantes e evidências digitais que expõem manipulação e violência em seu relacionamento com César Sena. A mãe da vítima confrontou a defesa, uma especialista em TI exibiu conversas chocantes, e uma carta escrita por Cecilia foi apresentada. O júri popular ouviu detalhes íntimos dos dias antes de seu desaparecimento em maio de 2023.

O quinto dia do julgamento pelo júri pelo feminicídio de Cecilia Strzyzowski, ocorrido em maio de 2023, ocorreu em Resistencia, Chaco, com sete testemunhas reconstituindo aspectos chave da vida da vítima. Gloria Romero, mãe de Cecilia, iniciou seu depoimento às 8:59 da manhã, desabando em lágrimas ao ouvir os áudios de sua filha de 23 de maio de 2023, mencionando uma viagem a Ushuaia. Ela gritou: “Por quê? Por quê?”, o que levou a uma pausa. Em seguida, confrontou a advogada Olga Mongeló, defensora de Emerenciano Sena: “Eu queria ir embora, eles mataram minha filha, entenda? Como, como mulher, você defende um feminicídio?”.

Juan Ronan, amigo e ex-parceiro de Cecilia, depôs como testemunha protegida e leu mensagens sobre episódios de violência. Uma de 1º de junho de 2023 dizia: “Se eu morrer, quero te dizer que te amo.”. A psicóloga María Eugenia Álvarez Piccili confirmou, em sessões de 2023, um incidente de violência física em maio dentro de um caminhão, onde César Sena a agarrou pelo pescoço. Cecilia mencionou terapia de casal e uma viagem a Ushuaia oferecida por Marcela Acuña por meio de contatos políticos; sua última sessão estava marcada para 6 de junho, mas nunca aconteceu.

A especialista em TI Carolina Pasarelo apresentou conversas do telefone de Cecilia às 14:20, revelando controle e manipulação. Em 17 de setembro de 2022, após o casamento, eles discutiram divórcio: César disse “Segundo minha mãe, podemos assinar um ato de acordo”, e Cecilia respondeu: “A última coisa que pensei um dia após me casar é que me divorciaria.”. Em 4 de maio de 2023: “Quero voltar a não ter medo de ficar sozinha com você.”. Em 23 de maio: “Eu tenho apenas um medo. Seria a decisão mais importante da minha vida, mas também a mais perigosa.”.

A defesa de Marcela Acuña, às 15:05, exibiu uma carta de Cecilia para sua sogra, descrevendo manipulação: “Ele sempre tem um plano, não importa se é legal ou não, se mente, se machuca pessoas.”. Outras testemunhas incluíram Melani Maksimchuk, amiga de César; Rita Romero, ex-membro do movimento piquetero; e o médico legista Carlos Zárate, que discutiu cicatrizes em César. O júri de doze residentes de Chaco (seis mulheres e seis homens) julgará os sete acusados; o julgamento continua na terça-feira.

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