O ministro das Relações Exteriores do Chile, Francisco Pérez Mackenna, afirmou a soberania indiscutível do país sobre o Estreito de Magalhães após comentários evasivos da porta-voz do governo, a ministra Mara Sedini, e a viralização de um vídeo de um oficial da marinha argentina. A questão surgiu de um podcast em janeiro, onde o contra-almirante Hernán Montero alegou que a boca do estreito pertence à Argentina.
Um vídeo de um podcast de janeiro viralizou recentemente, apresentando o chefe do Serviço de Hidrografia Naval da Argentina, contra-almirante Hernán Montero, que afirmou que o Estreito de Magalhães é chileno, exceto por sua boca. Montero especificou: “A boca de Magalhães é argentina. A boca que une o Cabo Vírgenes com Punta Dúngenes e a partir daí para o leste é argentina”. No dia 15 de abril, durante uma entrevista coletiva, a porta-voz do governo, ministra Mara Sedini, foi questionada se o Ministério das Relações Exteriores enviaria uma nota de protesto à Argentina. Sedini respondeu que o governo segue os tratados existentes e que os ministros responsáveis emitem declarações oficiais. Ao ser questionada diretamente se o governo considera todo o canal sob soberania chilena, ela se recusou a responder e saiu. Na mesma noite, o ministro das Relações Exteriores, Francisco Pérez Mackenna, emitiu uma declaração pública para esclarecer. “A soberania do Chile sobre o Estreito de Magalhães é indiscutível e baseia-se em dois tratados: 1881 e 1984; o Chile exerce controle total sobre ambas as margens do Estreito e garante a livre navegação para todos os Estados, de acordo com o direito internacional”, afirmou.