Francisca Vargas, da clínica de migrantes da Universidad Diego Portales, critica a trincheira do plano Escudo Fronterizo do governo Kast na fronteira com o Peru por ser custosa e ineficaz em meio a restrições fiscais, defendendo, em vez disso, melhores políticas migratórias.
Francisca Vargas, diretora da Clínica Jurídica de Migrantes y Refugiados da Universidad Diego Portales (UDP), publicou uma carta no La Tercera em 22 de março de 2026, criticando a escavação de trincheiras iniciada sob o plano Escudo Fronterizo do presidente José Antonio Kast, lançado uma semana antes, em 16 de março, em Chacalluta, Arica. Esta medida, parte de uma iniciativa de segurança na fronteira norte de 500 km que inclui trincheiras de até 3 metros de profundidade, é condenada por seu alto custo fiscal durante um período de 'aperto econômico e emergência nacional', conforme admitido pelo Executivo. Embora apoie uma 'migração ordenada, segura e regular', Vargas considera a abordagem 'impulsiva em vez de eficaz', oferecendo um valor simbólico, mas falhando em abordar as causas raízes. Citando evidências comparativas e o passado do Chile, ela argumenta que barreiras físicas apenas redirecionam os fluxos para caminhos mais arriscados e clandestinos, aumentando a vulnerabilidade dos migrantes e alimentando o tráfico de pessoas, o comércio ilícito, armas e drogas — ameaçando a segurança pública. Vargas pede prioridade para a facilitação da entrada regular, gestão migratória eficaz e a regularização dos migrantes já existentes para proteger a segurança nacional e o Estado de direito.