O ministro da Habitação do Chile, Iván Poduje, anunciou no Senado planos para intervir em 50 bairros críticos este ano, como parte de um esforço mais amplo que visa 152 áreas afetadas pelo narcotráfico e pela degradação habitacional. O programa começa em Cerro Chuño, em Arica, local com presença do Tren de Aragua, envolvendo a demolição de casas irreparáveis. Ele também se comprometeu a combater operadores que cobram taxas abusivas por subsídios habitacionais.
O ministro da Habitação, Iván Poduje, dirigiu-se à Comissão de Habitação e Urbanismo do Senado em Valparaíso nesta terça-feira, delineando o plano do governo para os bairros críticos. "Este problema vem se arrastando há muito tempo", disse ele, referindo-se ao programa 'Quiero mi Barrio', de 2014, da era Michelle Bachelet, destinado a reparar áreas segregadas e degradadas.
O compromisso abrange 50 bairros em 2026, começando por Cerro Chuño em Arica, que abriga o Tren de Aragua e o crime organizado. As casas com materiais tóxicos no local serão demolidas sem previsão de reconstrução imediata. Poduje citou casos como Las Américas em Talca, Vicuña Mackenna em Rancagua, e locais em Puente Alto e Quilicura, incluindo mais de 600 unidades do Serviu tomadas por narcotraficantes. "Temos que tirar esses narcos das casas que estão aterrorizando os vizinhos hoje", afirmou, em coordenação com a ministra da Segurança, Trinidad Steinert.
Ele culpou a construção precária ou ilegal, que carece de itens básicos como água potável. Poduje também mirou em 'operadores' que cobram até 3 milhões de pesos para inserir famílias em comitês de subsídio. "Faremos uma lista deles... e os levaremos aos promotores", prometeu, destacando casos na Região Metropolitana e em Valparaíso.