Os promotores irão denunciar o ex-prefeito de Neiva, Gorky Muñoz Calderón, e dois ex-funcionários por prevaricação devido à expansão ilegal do perímetro urbano por meio do Decreto 1066 de 2023. Emitido semanas antes do fim de seu mandato, o decreto foi revogado pela atual gestão. A audiência foi suspensa e será retomada após a Semana Santa.
O ex-prefeito de Neiva, Gorky Muñoz Calderón, juntamente com José Eustacio Rivera Montes, ex-diretor do Departamento Administrativo de Planejamento (DAP), e Daniel Fernando Martínez Falla, ex-diretor de Ordenamento Territorial, enfrentarão acusações de prevaricação por ação, segundo a promotora da sétima seção, Sandra Patricia Orjuela. As acusações decorrem da emissão do Decreto 1066 de 2023 e da Resolução 059 de 2023, que expandiram o perímetro urbano sem autoridade legal, incorporando solos rurais e de risco classificados pelo Acordo 026 de 2009 como não urbanos. Isso foi justificado como uma correção de inconsistências cartográficas, mas relatórios técnicos subsequentes confirmaram que tais erros não existiam, conforme a denúncia apresentada pelo advogado Sheiber Cuenca Galindo em nome do atual prefeito Casagua, que revogou o decreto em 17 de janeiro de 2024. A decisão contornou procedimentos de participação cidadã, consulta interinstitucional e aprovação ambiental da CAM, além de ignorar a falta de disponibilidade de serviços públicos, conforme certificado pela empresa Las Ceibas. A audiência de imputação começou na última sexta-feira perante o Quarto Juiz Criminal Municipal, mas foi suspensa a pedido dos advogados Daniel Sánchez e David Benavidez, devendo ser retomada após a Semana Santa. Os promotores consideram que os atos são manifestamente contrários à lei, usurpando as funções do Conselho Municipal. Cuenca Galindo declarou: “havia conhecimento da natureza criminosa da conduta”. O POT de Neiva, adotado em 2000 e ajustado em 2009, permanece desatualizado.