Ministério Público busca condenação contra Álvaro Hernán Prada por suborno

Álvaro Hernán Prada, magistrado do Conselho Nacional Eleitoral, enfrenta possível condenação por suborno em processo penal como cúmplice, após mudança de posição do Ministério Público nos argumentos finais perante a Corte Suprema de Justiça. O delegado Bladimir Cuadro Crespo requereu sentença condenatória, alinhando-se à acusação por pressionar testemunha a retratar declarações contra Álvaro Uribe Vélez.

Álvaro Hernán Prada, ex-congressista de Huila e atual magistrado do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), encontra-se em posição precária perante a justiça colombiana. Acusado de participar como cúmplice no crime de suborno em processo penal, o caso gira em torno de sua suposta participação em influenciar a testemunha Juan Guillermo Monsalve Pineda a retratar declarações anteriores contra o ex-presidente Álvaro Uribe Vélez e seu irmão Santiago. De acordo com a Sala Especial de Primeira Instância da Corte Suprema de Justiça, Prada atuou como emissário de Bogotá, viajando a Neiva para coordenar com Carlos Eduardo López, alias 'Caliche', o contato com a testemunha. O objetivo era obter um vídeo de retratação, oferecendo benefícios como entrada na Jurisdição Especial para a Paz (JEP), revisão do caso e liberdade. A Corte classifica como cumplicidade, não autoria direta, pois Prada facilitou a execução do plano sem controle funcional do ato. Na audiência de argumentos finais na última quinta-feira, o delegado do Ministério Público, Bladimir Cuadro Crespo, reverteu seu pedido inicial de preclusão e buscou a condenação. «O Ministério Público considera que até este momento processual há prova quanto à conduta imputada a Álvaro Hernán Prada, pelo que estima haver razões suficientes para proferir decisão de responsabilidade penal», declarou Cuadro Crespo. Essa posição alinha-se à Sala Especial e às vítimas, representadas pelo advogado Reinaldo Villalba, que argumentou que «Prada estava encarregado de gerenciar a retratação» e que o plano foi coordenado. A defesa de Prada, liderada por José Fernando Mestre, nega qualquer envolvimento. «O crime foi cometido por 'Caliche', não por Prada», afirmou Mestre, atribuindo as ações a López e questionando a confiabilidade de seu depoimento. Em sua declaração, Prada insistiu que sua visita a Neiva em fevereiro de 2018 foi para campanha eleitoral e que o encontro foi fortuito, sem conhecimento de ofertas ilegais. As provas incluem 3.334 áudios interceptados, 55 registros digitais, laudos periciais e testemunhos que respaldam a acusação. A Sala de Instrução Especial determinou «fundamento sólido e suficiente» para o processo. Espera-se a decisão nas próximas semanas, com possibilidade de recurso perante a Sala de Cassação Penal.

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