A diretoria digital nacional da França, a DINUM, está migrando suas estações de trabalho do Windows para o Linux como parte de um esforço pela soberania digital. A decisão segue um seminário interministerial realizado em 8 de abril e exige que todos os ministérios elaborem planos para reduzir a dependência de softwares não europeus até o outono de 2026. Outras agências estão adotando ferramentas desenvolvidas internamente para mensagens, videochamadas e transferência de arquivos.
A Direction interministérielle du numérique (DINUM) da França anunciou que está migrando seus computadores governamentais do Windows para o Linux. A decisão surgiu de um seminário interministerial em 8 de abril, organizado pela Direção Geral para as Empresas (DGE), pela Agência Nacional de Segurança de Sistemas de Informação (ANSSI) e pela Direção de Compras do Estado (DAE). Este passo visa reduzir a dependência da tecnologia dos EUA e aumentar a soberania digital, conforme declarado por autoridades, incluindo o ministro David Amiel e a ministra delegada para a Inteligência Artificial e Assuntos Digitais, Anne Le Hénanff, que enfatizaram a recuperação do controle sobre as ferramentas digitais. A DINUM liderará um esforço coordenado envolvendo ministérios, operadores públicos e parceiros do setor privado, focando em padrões de interoperabilidade como Open Interop e Open Buro. Cada ministério francês deve apresentar um plano de redução de softwares não europeus até o outono de 2026, visando áreas como estações de trabalho, ferramentas de colaboração, antivírus, IA, bancos de dados, virtualização e equipamentos de rede. Os primeiros Encontros Digitais Industriais estão marcados para junho de 2026 para formalizar coalizões público-privadas. O órgão nacional de seguro saúde, CNAM, está migrando 80.000 agentes para alternativas francesas: Tchap para mensagens, Visio para videochamadas e France transfert para compartilhamento de arquivos. A plataforma nacional de dados de saúde mudará para uma solução soberana até o final de 2026. Isso se baseia em um mandato anterior para que departamentos governamentais adotem o Visio, testado com 40.000 usuários, até 2027.