Guillermo Francos renunciou ao cargo de chefe de gabinete no governo de Javier Milei após as eleições de 26 de outubro, com o porta-voz presidencial Manuel Adorni assumindo o cargo a partir de segunda-feira. A mudança gerou críticas de Mauricio Macri, que questionou a experiência de Adorni, e de Axel Kicillof, que criticou sua exclusão de uma reunião de governadores. Adorni prometeu aprofundar as reformas estruturais como prioridade.
Na sexta-feira, 31 de outubro, Guillermo Francos apresentou sua renúncia como chefe de gabinete ao presidente Javier Milei, citando 'rumores persistentes sobre modificações no Gabinete Nacional' para permitir uma etapa pós-eleitoral sem condições. Em sua carta postada no X, Francos enfatizou a necessidade de lidar com a governança após as eleições de 26 de outubro. Simultaneamente, o ministro do Interior, Lisandro Catalán, renunciou.
O porta-voz presidencial Manuel Adorni foi nomeado como substituto e assumirá formalmente na segunda-feira ou quarta-feira, segundo fontes. Em seu primeiro post no X como chefe de gabinete, Adorni agradeceu a Milei pela confiança e afirmou: 'aprofundar as reformas estruturais será uma prioridade.' Na Rádio Mitre, ele acrescentou: 'Há reformas muito importantes e urgentes e temos a instrução do presidente para levá-las adiante.' Sobre Francos, ele disse: 'Houve um ciclo cumprido', mas o elogiou como uma 'peça chave' que 'semea respeito e afeto', um sentimento compartilhado pelo Gabinete.
A nomeação gerou reações divididas. Mauricio Macri, após um jantar com Milei em Olivos, postou no X: 'Não conseguimos chegar a um acordo' sobre o fortalecimento das equipes para a segunda etapa. Ele criticou: 'A saída de um homem com capacidade e equilíbrio como Guillermo Francos... para ser substituído por alguém sem experiência, não parece uma boa notícia', sugerindo Horacio Marín, presidente da YPF, como uma alternativa mais adequada.
Axel Kicillof, governador de Buenos Aires, enviou uma carta aberta a Milei repreendendo sua exclusão da reunião de governadores: 'Não é um bom sinal excluir aqueles que ele considera 'inimigos'.' Representando províncias com mais de 40% da população, Kicillof criticou o ajuste fiscal, a recessão e o acordo com Donald Trump, instando a 'ouvir, corrigir e dialogar' para o desenvolvimento federal com justiça social.
Outras mudanças incluem a integração de Santiago Caputo ao Gabinete e a deserção de sete deputados do PRO para o bloco La Libertad Avanza, alinhado com Patricia Bullrich. Mensagens de apoio vieram de Federico Sturzenegger ('De costas') e Luis Caputo, que se despediu de Francos: 'Foi uma honra trabalhar com você'.
O governo planeja avançar com privatizações de rodovias e usinas hidrelétricas chave em novembro, buscando consenso congressional para reformas trabalhistas, fiscais e orçamentárias.