Uma marcha organizada pela 'Generación Z México' em 15 de novembro na Cidade do México terminou em confrontos no Zócalo, com 100 policiais feridos e 18 pessoas detidas por crimes incluindo tentativa de homicídio e lesões. A presidente Claudia Sheinbaum e a chefe de Governo da Cidade do México, Clara Brugada, atribuíram a violência a grupos de oposição, negando que representasse um movimento juvenil genuíno. Além disso, 18 policiais estão sob investigação por possíveis abusos.
A manifestação de 15 de novembro de 2025, convocada pela 'Generación Z México' para exigir a revogação do mandato da presidente Claudia Sheinbaum, atraiu milhares de participantes de várias idades, muitos carregando a bandeira do anime 'One Piece'. Embora pretendida para ser pacífica, ao chegar ao Zócalo, um grupo removeu barreiras metálicas ao redor do Palacio Nacional, provocando confrontos com a polícia, que respondeu com extintores. Nenhum gás lacrimogêneo foi usado, e a fumaça observada veio de foguetes lançados pelos manifestantes, segundo Clara Brugada.
Inicialmente, 29 pessoas foram detidas, incluindo um menor enviado ao Ministério Público de Justiça Adolescente. Dez foram liberados por lesões menores classificadas como infrações cívicas. Dos 18 restantes, três enfrentam acusações de tentativa de homicídio, cinco por resistência de indivíduos, dois por lesões e roubo, e oito por lesões, informou a promotora Bertha Alcalde. O arquivo de investigação CI-FICUH/CUH-2/UI-3 C/D/02915/11-2025 detalha supostas tentativas de privar os oficiais de vida. Embora três sejam mencionados como acusados, os registros listam cinco: Luis Fernando C. E. (18 anos), Alberto G. M. (26), Fernando E. H. (24), Federico O. T. (65) e Perla Verónica G. B. (29).
Brugada negou ordens de repressão e afirmou que as detenções foram justificadas. No entanto, ela abriu uma investigação sobre 18 policiais por agressões a manifestantes e jornalistas, suspendendo temporariamente sete. Sheinbaum criticou a marcha como sequestrada por figuras de oposição, semelhante à 'Marea Rosa' de 2023, notando que não conseguiu encher o Zócalo e não representava a juventude, que apoia a Quarta Transformação. Diante de um novo chamado para 20 de novembro, o Desfile Revolucionário está sob revisão para suspensão ou alterações, enfatizando o pacifismo.