A segunda marcha da Geração Z na Cidade do México, em 20 de novembro de 2025, foi bloqueada quando a polícia encapsulou os manifestantes no Paseo de la Reforma para evitar confrontos com o desfile militar da Revolução Mexicana. Os jovens exigiram a libertação dos detidos do protesto anterior e reformas políticas, após alegações de abusos policiais. O desfile mudou de rota e, ao concluir, os manifestantes avançaram em direção ao Zócalo.
A marcha começou por volta das 11:00 no Ángel de la Independencia, com um contingente menor que o de 15 de novembro, que deixou 100 policiais feridos e resultou em detenções na CDMX e Jalisco. Elementos da Secretaría de Seguridad Ciudadana (SSC) encapsularam os manifestantes para impedir seu avanço até o fim do desfile, que começou às 10:00 e foi liderado pela presidente Claudia Sheinbaum. A rota do desfile foi alterada para terminar no Monumento a la Revolución, evitando o Zócalo e possíveis conflitos.
Após o desfile, a polícia recuou, permitindo que os manifestantes avançassem pela Avenida Juárez em direção ao Zócalo, acompanhados por forças policiais sem relatos de distúrbios. A mobilização, convocada nacionalmente e convidando estudantes da UNAM, responde ao assassinato de Carlos Manzo em 1º de novembro e exige melhorias na segurança, moradia, trabalho, revogação de mandato, proibição de interferência partidária, transparência e reforma judicial.
Em Jalisco, 32 dos 40 detidos de 15 de novembro foram libertados em 21 de novembro por falta de provas de danos a monumentos históricos; oito foram vinculados ao processo, sete com prisão preventiva por seis meses. Na CDMX, cinco foram vinculados por lesões e roubo contra policiais, um preso por falta de vínculos. Sheinbaum negou perseguição política a Edson Andrade, promotor do movimento que fugiu devido a vazamentos de dados, e aplaudiu uma comissão para investigar os distúrbios. Salvador Zamora, secretário de Governo de Jalisco, detalhou danos ao Palácio do Governo, como portas, janelas e móveis afetados. Organizações como Cepad denunciaram detenções arbitrárias, uso excessivo de força e possível tortura.