A presidente Claudia Sheinbaum registrou uma queixa contra Uriel Rivera Martínez, que a assediou sexualmente em 4 de novembro no Centro Histórico da Cidade do México. O incidente, capturado em vídeo, gerou condenações de ativistas, da ONU e de autoridades, destacando a necessidade de leis uniformes contra a violência de gênero. Sheinbaum enfatizou que tais agressões afetam todas as mulheres do país.
Em 4 de novembro de 2025, enquanto Claudia Sheinbaum caminhava do Palacio Nacional para a Secretaria de Educação Pública no Centro Histórico da Cidade do México, um homem identificado como Uriel Rivera Martínez, de 33 anos e aparentemente embriagado, se aproximou por trás. Ele tentou beijar seu pescoço, abraçá-la e tocar seu peito sem consentimento, de acordo com vídeos que viralizaram. A presidente não percebeu imediatamente, mas seu coordenador de assessores, Juan José, interveio para afastá-lo. Horas depois, Rivera Martínez foi detido na Paseo de La Condesa e encaminhado à Procuradoria de Investigação de Delitos Sexuais no bairro Cuauhtémoc.
A Secretaria de Segurança Pública da Cidade de México revelou que, no mesmo dia, Rivera Martínez assediou outras duas mulheres: ele tocou uma mulher de 25 anos no Centro Histórico e agrediu outra nas ruas Tacuba e Bolívar. Sheinbaum registrou a queixa em 5 de novembro durante sua conferência de imprensa matinal, afirmando: “Registre uma queixa porque isso é algo que vivi como mulher, mas as mulheres em nosso país o vivenciam. Eu o vivi antes, quando não era presidente, quando era estudante. O assédio é um crime na Cidade do México”.
Na CDMX, o Código Penal (Artigo 179) pune o assédio sexual com 1 a 3 anos de prisão e multas de 100 a 200 dias, com fatores agravantes para violência ou subordinação. Sheinbaum pediu para revisar a legislação nos 32 estados para padronizar o crime e anunciou uma campanha contra agressões, em coordenação com a secretária Citlalli Hernández. Ela não reforçará sua segurança pessoal a menos que surjam alertas específicos.
Ativistas como Olimpia Coral, criadora da Lei Olimpia, enfatizaram a indignação coletiva independentemente de afiliações políticas: “Eles a assediaram por ser mulher, isso deve nos indignar a todos”. Gracia Alzaga elogiou o exemplo de Sheinbaum ao denunciar, enquanto Julia Didriksson pediu mais campanhas de sensibilização. Beatriz Gutiérrez Müller apoiou a presidente, chamando o ato de “repreensível e muito vergonhoso”. A ONU expressou solidariedade e instou a não minimizar a violência contra as mulheres, observando que 15,5% das mulheres mexicanas sofreram assédio sexual segundo o Inegi. A senadora Malú Micher exigiu a exclusão de vídeos para evitar revitimização, invocando a Lei Olimpia, e a chefe de Governo da Cidade do México, Clara Brugada, prometeu o peso total da lei.