A presidente Claudia Sheinbaum compartilhou um vídeo convidando as pessoas a visitarem Acapulco durante suas férias de Natal, destacando a Costera Miguel Alemán. No entanto, os internautas responderam com críticas sobre violência e problemas nos arredores do porto. A mensagem gerou debate sobre a segurança em Guerrero e no resto do país.
A presidente Claudia Sheinbaum passou suas férias de Natal em Acapulco, Guerrero, e postou um vídeo nas redes sociais para promover o destino turístico. No clipe, ela é ouvida dizendo: “Olhem como Acapulco está bom. Visitem este belo porto no Pacífico mexicano. Acapulco se mantém graças ao seu maravilhoso povo”, enquanto mostra a Costera Miguel Alemán renovada.
A postagem gerou respostas imediatas de internautas, que compartilharam capturas de tela de reportagens sobre assassinatos e desaparecimentos no estado. Alguns responderam de forma sarcástica, como: “E o resto do México, como está, minha presidente?” e “E quando você visita Michoacán? Ou zonas de guerra do narco não são bons destinos turísticos?”. O usuário Aldo García apontou que só a área turística parece boa, mas os subúrbios sofrem com esgotos colapsados: “Bem, não tão bonito, minha presi, a área turística está muito boa, mas os subúrbios estão totalmente esquecidos com esgotos colapsados indo para a baía”.
Outros comentários destacaram a insegurança em Acapulco e regiões como Michoacán, onde o prefeito de Uruapan, Carlos Manzo, foi assassinado há dois meses. Em questões de segurança, Sheinbaum e seu gabinete apresentam atualizações quinzenais. Em outubro, a presidente relatou uma queda de 32% nos homicídios dolosos em seu primeiro ano de governo: “Imaginem, 27 homicídios a menos por dia, 32%; ... Uma redução muito significativa, obviamente continuaremos trabalhando para tornar a redução maior”.
Em Guerrero, a diminuição foi de 12%, colocando o estado em 20º lugar nacionalmente. Segundo Marcela Figueroa Franco, da Secretaria Executiva do Sistema Nacional de Segurança Pública, Guerrero ficou em sétimo lugar em incidência de homicídios e em sexto no primeiro semestre de 2025.