Após o descarrilamento do Trem Interoceânico em Oaxaca em 28 de dezembro, que matou 13 e feriu dezenas, a presidente Claudia Sheinbaum defendeu as certificações de segurança das vias em sua conferência de imprensa matinal, delineou prioridades para o atendimento às vítimas e rejeitou apelos da oposição por auditorias em meio a investigações federais em curso.
A presidente Claudia Sheinbaum, abordando as consequências do descarrilamento do Trem Interoceânico em Nizanda, Oaxaca — onde 13 morreram e 98 ficaram feridas —, enfatizou durante sua conferência matinal de 30 de dezembro que as vias, construídas na administração anterior pela Secretaria da Marinha, atendiam a 'todos os requisitos técnicos' e possuíam certificados de segurança válidos.
Rejeitando as críticas como tentativas de 'denigrir' seu governo, ela delineou três prioridades: atendimento abrangente às vítimas e famílias (prosseguindo suas visitas anteriores a hospitais em Oaxaca e o apoio inicial anunciado de 30 mil pesos); investigação rigorosa dos fatos por meio de análises de especialistas da Procuradoria-Geral da República (FGR), liderada por Ernestina Godoy, e da Agência Reguladora de Transporte Ferroviário, sob Andrés Lajous; e confirmação da segurança das vias para a retomada das operações.
Ela destacou inspeções diárias 'hi-rail' que certificam as condições das vias antes das viagens, com dados a serem compartilhados com a FGR. O operador do trem saiu ileso. Descartando os apelos do líder do PRI Alejandro Moreno por paralisação de obras relacionadas e auditorias independentes envolvendo figuras como Amílcar Olán e Pedro Salazar Beltrán, Sheinbaum afirmou: 'Não vale a pena, de verdade, eu não vou debater com o presidente do PRI.'