Vítimas do trem interoceânico denunciam governo por lesões e abusos

Uma família ferida no descarrilamento do Trem Interoceânico apresentou queixa à Procuradoria-Geral da República contra empreiteiras e autoridades por lesões e abuso de autoridade. O acidente, ocorrido em 28 de dezembro em Oaxaca, resultou em 14 mortes e dezenas de feridos. A presidente Claudia Sheinbaum afirmou que as vítimas não precisam de ações legais adicionais e podem buscar apoio na Comissão Executiva de Atendimento às Vítimas.

O descarrilamento do Trem Interoceânico do Istmo de Tehuantepec ocorreu em 28 de dezembro de 2025, no estado mexicano de Oaxaca, no sul do país, causando 14 mortes e deixando dezenas de feridos, com 11 ainda recebendo atendimento médico em 5 de janeiro de 2026.

Uma família afetada, composta por Juan Manuel Iglesias, Flor del Carmen Temích e seu filho Alexis Iglesias Temích, que viajavam de Ciudad Juárez para Oaxaca, apresentou queixa à Procuradoria-Geral da República (FGR) na mesma segunda-feira. Representados pelo escritório de advocacia Vega Mac Gregor Arellano Abogados, sem presença física, denunciaram o 'crime de lesões' e 'abuso de autoridade' contra as empreiteiras responsáveis, como Comsa Infraestructuras, Grupo Constructor Diamante e Daniferrotools.

O advogado Adrián Arellano explicou: 'Eles são uma família que vinha de missões em Ciudad Juárez para Oaxaca; infelizmente, não puderam chegar ao destino devido a esse descarrilamento.' A queixa visa colaborar na investigação da FGR e evitar que o caso caia no esquecimento. Em uma ligação telefônica, Juan Manuel Iglesias afirmou: 'Esta ação judicial é para esses funcionários que negligenciaram seu trabalho e cederam à corrupção.'

As lesões incluem uma abertura na cabeça com 18 pontos e cirurgia no braço para o filho, lesão no tornozelo de segundo grau para o pai e afetação cervical de primeiro grau para a mãe. Iglesias criticou a falta de suprimentos e sensibilidade do hospital.

A queixa se baseia em irregularidades apontadas pelo Tribunal de Contas da Federação (ASF) de 2019 a fevereiro de 2025, como má supervisão, construção e reabilitação, sem evidências fotográficas das obras.

Em sua conferência matinal de 5 de janeiro, a presidente Claudia Sheinbaum respondeu que as vítimas não precisam iniciar procedimentos legais adicionais, pois a FGR abriu um inquérito com perícias da Agência Reguladora de Transporte Ferroviário. 'Não é necessário procurar advogados', disse ela, alertando sobre escritórios que buscam comissões. Recomendou recorrer à Comissão Executiva de Atendimento às Vítimas (CEV) para apoio governamental e recursos de seguro. A FGR extraiu informações da 'caixa-preta' da locomotiva, e o governo promete reparação integral dos danos, com indenizações em definição com a seguradora.

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