A Secretaria Anticorrupção e de Bom Governo do México relatou o furto de pelo menos 22 toneladas de manga de um edifício guardado pela Marinha em Chiapas, ligado ao projeto do Trem Interoceânico. Uma mulher se passou por funcionária da Secretaria de Bem-Estar para retirar o carregamento em maio. A auditoria estima uma perda de 143 mil pesos.
A Secretaria Anticorrupção e de Bom Governo do México questionou a Secretaria da Marinha (Semar) sobre as 22 toneladas de manga desaparecidas em Chiapas, recursos alocados como bens naturais durante a construção do Trem Interoceânico no Istmo de Tehuantepec. Um documento de auditoria intitulado 'Captura de Ingresos por Venta de Bienes en el Corredor Interoceánico del Istmo' afirma que a Marinha era responsável pela guarda da entrada do Polo de Desenvolvimento Tapachula II. Em maio, uma mulher chamada Brenda Meza, que se identificou como servidora pública da Secretaria de Bem-Estar, entrou no local alegando autorização para retirar caixas de manga. O relatório detalha que 1.000 caixas de manga, cada uma pesando cerca de 22 quilos, foram levadas, deixando apenas 1.060 quilos de fruta de terceira qualidade, que foi vendida posteriormente. Essa venda ocorreu a 6,5 pesos por quilo, coincidindo com os registros da auditoria. A perda reportada totaliza 143 mil pesos, constituindo dano patrimonial presumido à instituição naval. A Secretaria Anticorrupção criticou a Marinha por 'controle inadequado na captura de seus próprios ingressos'. Este episódio destaca irregularidades na gestão de recursos para o projeto do Trem Interoceânico, embora não haja menção a ligação direta com outros incidentes, como o descarrilamento do trem em dezembro, que matou 14 pessoas e motivou queixas contra empresas de construção.