A Free Software Foundation Latin America lançou o GNU Linux-Libre 6.19, atualizando scripts de deblobbing para se alinhar ao kernel Linux 6.19 upstream. Esta versão visa blobs de firmware proprietário em componentes como gráficos Intel Xe, IWLWIFI sem fio e NVIDIA Nova. O esforço continua uma campanha de quase duas décadas para criar um kernel totalmente livre de código não livre.
O projeto GNU Linux-Libre, mantido pela Free Software Foundation Latin America (FSFLA), visa fornecer um kernel Linux que adere estritamente à Definição de Software Livre, defendida por Richard Stallman e pela Free Software Foundation. Cada novo lançamento principal do kernel Linux leva a equipe a revisar alterações, identificar blobs binários proprietários — frequentemente de fabricantes de hardware como Intel, AMD, Qualcomm e Broadcom — e removê-los usando scripts automatizados e patches manuais. Para a versão 6.19, as atualizações abordam adições upstream recentes, incluindo firmware para gráficos Intel Xe, adaptadores sem fio IWLWIFI e NVIDIA Nova, conforme relatado pelo Phoronix. Esses blobs são essenciais para muitos dispositivos modernos, como chipsets Wi-Fi, placas de vídeo e processadores, mas sua natureza proprietária viola os princípios do software livre ao impedir a inspeção e modificação completas. Embora o kernel principal, liderado por Linus Torvalds, adote uma abordagem pragmática para incluir tal firmware em suporte a hardware — movendo arquivos para um repositório separado linux-firmware em 2012 —, o GNU Linux-Libre desativa completamente os mecanismos de carregamento. Isso resulta em compatibilidade reduzida, limitando os usuários a hardware mais antigo ou livre de blobs, como certos chips Wi-Fi Atheros. Distribuições como Trisquel, Parabola, PureOS, Guix System e Hyperbola adotam o GNU Linux-Libre para atender às diretrizes da FSF, atraindo um nicho comprometido motivado por preocupações éticas e de segurança com código não auditável. Apesar da crescente dependência de firmware de hardware, o projeto persiste, auditando elementos não livres e defendendo a liberdade do software em um cenário cada vez mais proprietário.