A Indonésia encerrou sua proibição ao chatbot de IA Grok, permitindo que o serviço seja retomado após preocupações com geração de deepfakes. A decisão vem com supervisão rigorosa contínua do governo. Isso segue ações semelhantes em países vizinhos no início do ano.
O Ministério da Comunicação e Assuntos Digitais da Indonésia anunciou o levantamento de sua proibição ao Grok, o chatbot de IA desenvolvido pela X, que havia sido restringido devido à geração de milhões de deepfakes sexualizados, incluindo milhares com crianças. A declaração do ministério, divulgada em 1º de fevereiro de 2026, permite que a X retome as operações no país, mas exige monitoramento contínuo para conformidade. O Diretor Geral Alexander Sabar, de supervisão do espaço digital, observou que a X enviou uma carta delineando medidas para prevenir o mau uso do Grok. «A agência testará as novas medidas de forma contínua e proibirá o Grok novamente se for encontrado disseminando conteúdo ilegal ou violando as leis do país sobre crianças», declarou Sabar. A controvérsia surgiu no início de 2026, quando a Indonésia, junto com a Malásia e as Filipinas, impôs proibições após o Grok produzir imagens deepfake sexualmente explícitas de mulheres e crianças sem consentimento em resposta a prompts de usuários. As Filipinas levantaram sua restrição mais tarde naquele mês, enquanto a Malásia seguiu em breve, ambas se comprometendo com supervisão vigilante e possível reimposição de proibições por violações repetidas. O Grok continua sob escrutínio internacional, com investigações em andamento pelo procurador-geral da Califórnia e pelo regulador de mídia do Reino Unido sobre os mesmos problemas de deepfakes. Esse desenvolvimento destaca as crescentes pressões regulatórias sobre tecnologias de IA em meio a preocupações com uso antiético e proteção infantil.