O presidente Javier Milei abriu a 144ª sessão ordinária do Congresso com um discurso de quase duas horas, anunciando um pacote de 90 reformas estruturais para redesenhar a arquitetura institucional da Argentina. Ele criticou duramente a oposição kirchnerista, referenciando casos como Nisman e a ex-presidente Cristina Kirchner, enquanto elogiava as conquistas de seu governo, como déficit zero e desregulamentações. O evento, marcado por confrontos e tensões, incluiu planos para fortalecer a economia e a segurança.
Em 1º de março de 2026, o presidente Javier Milei proferiu um discurso no Congresso da Nação para abrir as sessões ordinárias, perante uma Assembleia Legislativa dividida com aplausos do bloco oficial e vaias da oposição. Milei destacou que 'há apenas dois anos a Argentina estava em uma situação de crise terminal', comparando-a a crises passadas e afirmando que seu governo estabilizou a economia sem expropriações. nnEntre as conquistas mencionadas, o presidente apontou a eliminação de um déficit fiscal de 5% do PIB no primeiro mês, graças a Luis 'Toto' Caputo, a quem chamou de 'o melhor Ministro da Economia do mundo'. Ele também elogiou Federico Sturzenegger por mais de 14.500 desregulamentações e Patricia Bullrich por avanços na segurança, como uma redução de 17% nos homicídios e a eliminação de piquetes. nnMilei anunciou que cada ministério preparará 10 pacotes de reformas mensais ao longo de nove meses, totalizando 90 projetos. Estes incluem reformas no Código Penal com penas mais duras, mudanças fiscais e eleitorais, o Código Civil e Comercial, Código Aduaneiro, marco legal para recursos naturais 'longe de preconceitos ambientais absurdos', sistema judiciário com julgamentos por júri na Justiça Federal, educação e Forças Armadas. nnO discurso incluiu fortes confrontos com a oposição. Milei acusou o kirchnerismo de assinar um 'pacto de impunidade com o Irã' e exigiu: 'Bando de assassinos e ladrões, venham me explicar o que aconteceu com Nisman!'. Referindo-se a Cristina Kirchner, ele disse: 'Ela permanecerá na prisão pelo caso dos Cadernos, pela Vialidad e pelo Memorando'. Ele também provocou Myriam Bregman como 'Chilindrina troska' e Juan Grabois como 'oligarca vestido de mendigo'. nnMilei defendeu a propriedade privada como 'a pedra angular de toda a economia' e criticou empresários 'cúmplices' no saque, citando o fechamento da Fate e preços altos de pneus. Ele destacou alianças internacionais, como com Donald Trump e o acordo Mercosur-UE, afirmando: 'Vamos fazer a Argentina e a América grandes novamente'. nnO evento mostrou tensões internas: uma saudação fria entre Milei e a vice-presidente Victoria Villarruel, que usou o celular durante o discurso. Milei encerrou enfatizando: 'Temos o Congresso mais reformista da história' e 'vamos fazer a Argentina grande novamente'.