O escritor sul-africano ganhador do Nobel, JM Coetzee, recusou em 28 de abril de 2026 um convite para o 14º Festival Internacional de Escritores em Jerusalém. Ele citou as ações de Israel em Gaza como o motivo de sua decisão. O evento está programado para ocorrer entre 25 e 28 de maio.
O convite foi feito por Julia Fermentto-Tzaisler, diretora do festival em Mishkenot Sha’ananim, em Jerusalém. Segundo uma reportagem do Ynet News, Coetzee escreveu que o Estado de Israel conduziu uma "campanha de genocídio em Gaza" nos últimos dois anos, que é desproporcional às "provocações assassinas" de 7 de outubro. Ele acrescentou que nenhuma parte da sociedade israelense, incluindo as comunidades intelectuais e artísticas, poderia alegar isenção de culpa. Coetzee recebeu o Prêmio Jerusalém em 1987, a distinção literária mais prestigiosa de Israel. Em seu discurso de aceitação, ele discutiu o papel da arte e descreveu a literatura sul-africana como uma "literatura em cativeiro". Ele venceu o Prêmio Nobel de Literatura em 2003. A diretora do festival respondeu em uma carta a Coetzee: "Você me deixou em desespero. Não nos conhecemos, mas não acredito que o desespero tenha sido alguma vez o seu caminho". A recusa é considerada significativa, dado o engajamento anterior de Coetzee com Jerusalém.