O ex-conselheiro de segurança nacional John Bolton firmou um acordo de confissão com promotores federais, concordando em admitir culpa por uma única acusação de retenção ilegal de informações confidenciais.
O acordo, alcançado após uma acusação de 18 pontos em outubro de 2025, limita o caso significativamente. Bolton tem audiência marcada para 26 de junho em um tribunal federal em Maryland para registrar a confissão e pagará uma multa de cerca de US$ 2,25 milhões. A acusação decorre de anotações em formato de diário que Bolton manteve durante seu período como conselheiro de segurança nacional, de 2018 a 2019. Os promotores afirmaram que ele compartilhou mais de 1.000 páginas com membros da família por meio de uma conta de e-mail pessoal que foi posteriormente hackeada por agentes ligados ao Irã. Bolton havia se declarado originalmente inocente e classificou as acusações como motivadas politicamente. Uma fonte próxima a ele disse que a decisão foi difícil, mas refletiu a aceitação de responsabilidade. O acordo não inclui acusações de transmissão ou alegações de que Bolton tenha compartilhado material com governos estrangeiros ou o tornado público. Um juiz federal determinará a sentença, que pode variar de liberdade condicional a até cinco anos de prisão, dentro de 90 dias após a audiência.