Procurador especial conclui que advogado do Departamento de Justiça violou dever de franqueza no caso Gomez

Um juiz federal emitiu uma advertência pública a um procurador-adjunto dos EUA após uma investigação de um procurador especial concluir que ele não divulgou informações cruciais no caso de imigração de Bryan Rafael Gomez. A decisão segue um pedido de desculpas anterior do Departamento de Justiça e um controverso comunicado de imprensa do Departamento de Segurança Interna que retratou incorretamente o conhecimento do juiz sobre o caso.

O juiz-chefe do Tribunal Distrital dos EUA, John McConnell Jr., incluiu uma carta de advertência no registro público esta semana referente ao procurador-adjunto Kevin Bolan. A carta seguiu uma investigação de um procurador especial que concluiu que Bolan violou seu dever de franqueza perante o tribunal.

O assunto decorre de uma decisão de abril da juíza distrital Melissa DuBose, que ordenou a libertação de Gomez em um processo de habeas corpus. Um comunicado de imprensa do Departamento de Segurança Interna alegou que a juíza sabia da existência de um mandado de prisão por homicídio em aberto contra Gomez na República Dominicana, mas os registros do tribunal mostraram posteriormente que ela não tinha esse conhecimento na época. Em maio, o Departamento de Justiça pediu desculpas à juíza DuBose pela omissão.

Bolan disse ao tribunal que seguiu orientações do ICE (Serviço de Imigração e Alfândega) para não divulgar os detalhes do mandado. A procuradora especial Niki Kuckes determinou que havia evidências suficientes de uma violação sob as regras de conduta profissional de Rhode Island, embora os investigadores não tenham encontrado má-fé ou intenção de enganar.

McConnell observou que o incidente causou danos ao tribunal e à confiança pública, em parte porque Gomez não se apresentou conforme ordenado e permanece foragido. A carta serve como um lembrete formal, sem impor acusações disciplinares formais.

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