Um juiz federal no Estado do México ordenou atendimento médico imediato para Héctor Palma Salazar, conhecido como El Güero Palma, detido na prisão de Altiplano. O traficante relatou uma grave deterioração de sua saúde devido a hérnias de disco e câncer de pele. A ordem visa proteger seu direito à saúde enquanto se aguarda a resolução de seu habeas corpus.
O juiz Daniel Marcelino Niño Jiménez, do Quarto Tribunal Distrital de Assuntos Criminais no Estado do México, concedeu uma suspensão provisória após o pedido de habeas corpus de Palma Salazar. O detento afirmou estar “muito gravemente enfermo” desde 13 de abril, quando a equipe médica do Centro Federal de Readaptação Social (CEFERESO) nº 1, em Almoloya de Juárez, teria ignorado suas condições.
Palma Salazar descreveu três hérnias de disco na coluna que afetam o nervo ciático, causando dor intensa ao respirar nas costas e no peito, insônia e desconforto do glúteo à perna. Ele também sofre de câncer de pele, o que exige exames anuais no Hospital de Cancerologia da Cidade do México, aos quais ele não comparece há dois anos.
A decisão exige que as autoridades prisionais forneçam os serviços médicos, tratamentos e medicamentos necessários com base em seu histórico clínico. Palma permanece preso sob acusações de homicídio qualificado relacionadas ao assassinato de Pablo de Tavira, ocorrido em novembro de 2000, apesar de ter sido absolvido da acusação de crime organizado em maio de 2023.
El Güero Palma, cofundador do Cartel de Sinaloa, foi preso em 1995 em Zapopan, Jalisco, extraditado para os Estados Unidos em 2007, onde cumpriu nove anos de uma sentença de 16 anos, e deportado para o México em 2016.