A marca japonesa de moda masculina Khoki apresentou sua coleção de outono 2026, com o objetivo de clarificar sua identidade de design após a confusão da última temporada. O desfile, realizado na casa de infância do designer Koki Abe, incorporou capas de almofada de família e elementos lúdicos de patchwork. Os temas incluíram mercados de pulgas, beleza caótica e arte folclórica americana.
A Khoki, dirigida por um coletivo discreto de designers, conquistou seguidores entre entusiastas da moda masculina enquanto lidava com a definição de sua estética. Para o outono 2026, a equipe refinou sua abordagem, explorando o que define a 'Khoki' por meio de temas como mercados de pulgas, beleza no caos e arte folclórica americana, conforme apresentado em uma resenha da Vogue publicada em 23 de março de 2026. A coleção foi fotografada na casa de infância de Koki Abe, simbolizando um retorno às raízes. Abe descreveu o ato como uma forma de capturar a paisagem de sua cidade natal, que ele antes considerava 'tediosa e semelhante a uma prisão'. Peças específicas reutilizaram capas de almofadas florais 'fora de moda' das casas de seus pais e tias em designs volumosos, combinados com calças de pintor de pernas arqueadas, calças de alfaiataria com risca de giz e minissaias de veludo acolchoadas. Itens de destaque evidenciaram o caráter lúdico da marca: jaquetas bomber MA-1 com patchwork vibrante, camisas listradas com punhos de renda românticos e jaquetas de trabalho em lona combinadas com suéteres macios ao estilo Cowichan. Isso ocorre após a ênfase da última temporada no tingimento manual de Quioto, que reduziu o uso de acolchoados familiares e confundiu os compradores. Abe observou: 'Na minha mente, era uma espécie de beleza caótica, reunindo tradições japonesas e tudo o mais em uma única coleção. Mas, sob a perspectiva de vendas, isso não funcionou bem'. O outono 2026 marca uma fase de reflexão e consolidação para a marca.