O presidente Luiz Inácio Lula da Silva propôs Portugal como porta de entrada para empresas brasileiras na União Europeia, durante visita a Lisboa. Ao lado do primeiro-ministro português Luís Montenegro, ele defendeu o acordo Mercosul-UE e elogiou parcerias como a da Embraer. A declaração ocorreu em 21 de abril de 2026.
Em uma declaração conjunta em Lisboa, na última escala de uma viagem que passou por Barcelona e Hannover, Lula elogiou a globalização e defendeu o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia. "Portugal poderia ser a grande porta de entrada dos interesses empresariais brasileiros", disse o presidente brasileiro.
Ele sugeriu que produtos exportados pelo Brasil para a UE sejam construídos em Portugal, criando parcerias de "ganha-ganha". Lula citou a Embraer como exemplo: "A Embraer é a demonstração mais bem-sucedida de uma empresa brasileira que está ajudando a construir coisas em Portugal, empregando mão de obra altamente qualificada". Prometeu incentivar seus ministros econômicos para mais empresas seguirem o modelo.
Sobre o acordo Mercosul-UE, que inicia provisoriamente em 1º de maio, Lula criticou o pedido do Parlamento Europeu por um parecer ao Tribunal de Justiça da UE, chamando-o de "enorme equívoco". Destacou a complementaridade agrícola e um mercado de 750 milhões de pessoas e US$ 22 trilhões. "Há complementaridade entre nossas agriculturas. É uma bobagem achar que um vai acabar com a agricultura do outro", afirmou.
Lula refletiu sobre sua visão da globalização, mudando de opositor nos anos 1980 para defensor atual, e pediu revitalização de instituições como a OMC, resumindo em "multilateralismo, harmonia e muita paz".