O ministro das Comunicações da África do Sul, Solly Malatsi, retirou a minuta da Política Nacional de Inteligência Artificial após revelações de fontes fictícias em suas referências, provavelmente geradas por ferramentas de IA. Os erros afetaram três dos seis pilares da política, levando a investigações internas e compromissos de responsabilização. Malatsi descreveu a falha como um motivo fundamental para a necessidade de uma supervisão humana mais rigorosa no uso de IA.
O ministro das Comunicações, Solly Malatsi, anunciou a retirada da minuta da Política Nacional de Inteligência Artificial após confirmar que sua lista de referências incluía várias fontes fictícias. "Após revelações de que a minuta da política nacional de inteligência artificial publicada para consulta pública contém várias fontes fictícias na lista de referências, iniciamos questionamentos internos que confirmaram que esse era o caso", afirmou Malatsi em um comunicado à imprensa.
O departamento identificou que citações geradas por IA foram incluídas sem a devida verificação, sendo essa a explicação mais plausível. Um exemplo envolveu a citação de 'Müller Schmidt 2024' no European Journal of Law and Technology para embasar a categorização de IA de alto risco e estruturas de soberania de dados, embora o artigo não exista. Essas questões afetaram três pilares: Desenvolvimento de Capacidade e Talentos, Transformação Econômica e Governança Responsável, abrangendo mais de um terço do documento.
Em resposta, o Departamento de Comunicações e Tecnologias Digitais interrompeu os comentários públicos e se comprometeu com a gestão de consequências. "Haverá gestão de consequências para os responsáveis pela redação e pela garantia de qualidade", disse Malatsi, acrescentando que o assunto está sendo tratado com a seriedade que merece.
Malatsi destacou a ironia, observando: "De fato, essa falha inaceitável prova por que a vigilante supervisão humana sobre o uso da inteligência artificial é fundamental". O responsável pela política, Dumisani Sondlo, havia descrito anteriormente o processo de desenvolvimento na GovTech 2025 como "um ato de reconhecer que não sabemos o suficiente".