Robert Dillon abriu um processo na quarta-feira alegando que a polícia da Flórida o prendeu injustamente com base em uma correspondência de reconhecimento facial propensa a erros. A ação afirma que os policiais ignoraram evidências que o inocentavam da tentativa de aliciar uma criança.
O processo, aberto no Tribunal Distrital dos EUA para o Distrito Médio da Flórida, cita a cidade de Jacksonville Beach, o cabo da polícia de Jacksonville Beach, Scott O’Connell, e outros funcionários como réus. Dillon, um residente de Fort Myers de 52 anos, foi preso em agosto de 2024 depois que um sistema chamado FACES o apontou como uma correspondência de 93% com um suspeito visto em imagens de vigilância de baixa qualidade em um McDonald’s de Jacksonville Beach. Dillon mora a mais de 480 quilômetros do local e nunca tinha visitado a área, de acordo com a denúncia. Buscas da polícia em bancos de dados de placas de veículos não encontraram registros de seus carros nas proximidades, mas os agentes omitiram esse e outros detalhes exculpatórios do pedido de mandado. A União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU), que representa Dillon, afirmou que ele é uma das 15 pessoas conhecidas nos Estados Unidos a serem submetidas a esse tipo de prisão. As acusações foram retiradas após mais de dois meses, mas o processo busca indenização e mudanças nas políticas sobre o uso de reconhecimento facial. O incidente ocorreu em novembro de 2023. Dillon descreveu a tecnologia como “100 por cento imprecisa” e disse que ainda enfrenta questionamentos públicos sobre o caso.