Um ataque armado em um campo de futebol em Loma de Flores, Salamanca, Guanajuato, no domingo, 25 de janeiro, deixou 11 pessoas mortas e entre 6 e 12 feridos, segundo relatórios preliminares. As autoridades atribuem o incidente a um confronto entre o Cartel Jalisco Nova Geração (CJNG) e o Cartel de Santa Rosa de Lima. O prefeito César Prieto solicitou ajuda federal para enfrentar a onda de violência na região.
Na tarde de domingo, 25 de janeiro de 2026, homens armados chegaram em veículos a um campo de futebol na comunidade de Loma de Flores, Salamanca, Guanajuato, e invadiram uma partida em andamento por volta das 15h ou 17h, segundo testemunhas. Sem dizer uma palavra, atiraram contra jogadores e espectadores, causando pânico. Dez pessoas morreram no local e uma mais em um hospital, elevando o saldo a 11 fatalidades. As cifras de feridos variam: o governo municipal relatou 12, enquanto a Procuradoria Geral de Justiça do Estado de Guanajuato indicou 6 sob cuidados médicos. Testemunhas se abrigaram em arquibancadas e instalações, mas vários não conseguiram escapar. Os atacantes fugiram, deixando corpos no campo e nas arquibancadas. Autoridades locais, Guarda Nacional, Forças de Segurança Pública Estadual e Cruz Vermelha responderam ao local, isolando-o para investigações. Peritos coletaram evidências balísticas, e o Serviço Médico Forense transportou os corpos para autópsias. A Secretaria de Segurança e Proteção Cidadã informou que cinco vítimas eram escoltas de uma empresa de segurança privada ligada ao CJNG. O ataque é atribuído ao Cartel de Santa Rosa de Lima, envolvendo Moisés Soto Bermúdez e o grupo 'Los Marros' sob Mario Eleazar Lara Belman, alias 'El Gallo', procurado por homicídio, sequestro e extorsão em Irapuato, Salamanca e Celaya. Duas faixas do grupo criminoso foram apreendidas, mencionando a disputa com o CJNG. O prefeito César Prieto, em um vídeo, condenou os fatos e pediu apoio à presidente Claudia Sheinbaum e à governadora Libia Denisse García: “Salamanca é uma cidade que deu muito ao país com sua refinaria, somos um pilar do desenvolvimento (...) Há grupos criminosos tentando submeter a autoridade, o que não conseguirão.” Prieto mencionou violência recente: quatro assassinatos em Cuarto de Altamira, um em San Vicente de las Flores e uma ameaça explosiva na refinaria Pemex. Ele anunciou apoio às famílias afetadas. A Procuradoria Geral lançou uma investigação abrangente, coordenando com entidades federais e estaduais para identificar os responsáveis e reforçar a segurança. Guanajuato lidera os multihomicídios no México, com disputas territoriais entre cartéis em Salamanca.