Na tarde de 31 de janeiro, a polícia de Colima matou três supostos agressores envolvidos no assassinato da tia e da prima de Mario Delgado, secretário de Educação Pública. O duplo homicídio ocorreu na madrugada no bairro Placetas Estadio, onde um grupo armado invadiu uma casa e atirou nas vítimas. Delgado expressou profunda tristeza e confiança de que a justiça será feita.
No dia 31 de janeiro de 2026, por volta das 04h30, um grupo armado entrou em uma casa na rua Río Salado, no bairro Placetas Estadio, na capital de Colima, e atirou em duas mulheres, matando-as. As vítimas foram identificadas como María Eugenia Delgado Guizar, de 72 anos, tia de Mario Delgado Carrillo, e Sheila María Eugenia Amezcua Delgado, de 49 anos, sua prima. Ambas estavam envolvidas na produção e venda de alimentos e bolos no mesmo local, segundo parentes e autoridades. Agentes da Fiscalia Geral do Estado de Colima (FGE) e da Polícia Investigativa chegaram ao local para coleta de evidências e inquéritos. Com o apoio do Centro de Coordenação, Comando, Controle, Comunicações, Computação e Inteligência (C5i), analisaram imagens de vigilância e identificaram um veículo Chevrolet Groove azul claro usado pelos atacantes. O carro foi localizado horas depois no bairro Punta Diamante, no município de Villa de Álvarez. Quando as forças de segurança se aproximaram da casa onde o veículo estava estacionado, foram recebidas a tiros, o que levou a um confronto armado. Três supostos perpetradores foram mortos e um agente da FGE ficou ferido, mas fora de perigo. As autoridades apreenderam armas, roupas dos atacantes e uma barra de ferro no local, compatíveis com as imagens de vídeo. Mario Delgado, ex-coordenador do Morena na Câmara dos Deputados, confirmou o parentesco em redes sociais: “Profunda consternação, indignação e tristeza pelos eventos ocorridos esta manhã.” Ele lembrou sua tia 'Queña' por seus bolos e pratos típicos de Colima, e afirmou que “o caso será esclarecido e haverá justiça”. O deputado Felipe Miguel Delgado Carrillo observou que as vítimas haviam denunciado invasões de propriedade sem resolução. A FGE investiga o caso como duplo homicídio e possível feminicídio, com perspectiva de gênero. O incidente destaca a violência em Colima, um dos estados com maiores taxas de homicídios. As autoridades intensificaram as operações, mas os desafios persistem contra células criminosas.