México apreende 14 milhões de doses de fentanil em batidas em Colima

Autoridades mexicanas apreenderam cerca de 14 milhões de doses de fentanil em um laboratório clandestino e um armazém no estado de Colima. A operação resultou na prisão de seis pessoas. Essa apreensão faz parte dos esforços contínuos para combater o tráfico de drogas em meio às tensões crescentes entre EUA e México sobre os cartéis.

Na quinta-feira, o ministério da Segurança Pública do México anunciou a apreensão de cerca de 270 quilos de uma substância semelhante ao fentanil, encontrada em forma de pó e pílulas durante batidas em Villa de Álvarez, um município no estado ocidental de Colima, assolado pela violência. Autoridades estimaram que essa quantidade equivale a cerca de 14 milhões de doses, embora não supere uma operação anterior em 2024 que recuperou uma tonelada da droga. Seis pessoas foram detidas nas batidas, mas o ministério não divulgou a data exata da operação nem o valor de rua potencial das drogas. Essa ação se alinha a uma série de esforços recentes de fiscalização. Cerca de duas semanas antes, forças navais descobriram um laboratório de drogas escondido em Durango, apreendendo mais de 5.000 libras de metanfetamina. No início de janeiro, autoridades invadiram quatro laboratórios: um em Durango que rendeu precursores químicos; outro em Sinaloa, onde mais de 1.650 libras de metanfetamina e precursores foram apreendidas; e um local em Michoacán com precursores adicionais e equipamentos de laboratório. As apreensões ocorrem em um contexto de críticas crescentes dos EUA às medidas antidrogas do México. O presidente dos EUA, Donald Trump, em uma cúpula recente na Flórida com líderes latino-americanos de direita, iniciou uma coalizão contra cartéis das Américas de 17 países. Lá, ele afirmou que os cartéis estão “controlando o México” e prometeu “erradicá-los”. Em dezembro, Trump designou o fentanil — um analgésico potente ligado a dezenas de milhares de mortes por overdose nos EUA anualmente — como uma “arma de destruição em massa”, comparável a armas nucleares ou químicas. A presidente do México, Claudia Sheinbaum, rebateu dizendo que as armas de fogo dos EUA estão exacerbando a violência dos cartéis, instando Washington a interromper o fluxo de armas para o norte. Os recentes distúrbios no México se intensificaram após uma operação militar no estado de Jalisco, onde o líder do Cartel Jalisco Nova Geração, Nemesio Rubén Oseguera Cervantes, conhecido como “El Mencho”, foi ferido em um tiroteio e morreu a caminho da Cidade do México.

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