María Jesús Montero, candidata socialista à reeleição na Andaluzia, acusou o presidente regional Juan Manuel Moreno de buscar estabilidade para continuar privatizando serviços públicos. Em um comício em Huelva ao lado de José Luis Rodríguez Zapatero, eles defenderam a gestão do governo de Pedro Sánchez. Zapatero condenou o assassinato de crianças em Gaza, provocando reações do público.
Após cinco dias de campanha eleitoral, María Jesús Montero reforçou sua acusação de desmantelamento dos serviços públicos na Andaluzia. Ela exortou os militantes socialistas a agitarem a campanha para tirar a direita do Palacio de San Telmo. No comício em Huelva, com cerca de 700 presentes em um auditório da Universidade de Huelva, Montero criticou Moreno por "desperdiçar oito anos em branco" e buscar um "cheque em branco". José Luis Rodríguez Zapatero destacou conquistas como 22 milhões de contribuições para a previdência social, aumentos das pensões, reforma trabalhista e elevações do salário mínimo. Ele relembrou sua agenda legislativa, incluindo a lei de dependência e o casamento entre pessoas do mesmo sexo. "Não sei como se pode viver sem condenar o assassinato de crianças em Gaza", disse Zapatero, provocando gritos antiguerra da multidão. Montero acusou o PP de baixar o tom da campanha para manter os progressistas em casa e zombou do slogan "estabilidade ou caos". Este marca o segundo grande evento de Montero em Huelva desde que as eleições foram convocadas, após um comício com Pedro Sánchez em 19 de abril, em Gibraleón. Huelva elege 11 deputados; as pesquisas indicam mudanças nas cadeiras entre PP, PSOE, Vox e Por Andalucía.