Um recibo de estacionamento mostra que Maribel Vilaplana saiu às 19:48 em 29 de outubro de 2024, uma hora após deixar o restaurante El Ventorro com Carlos Mazón. Isso contradiz as declarações anteriores deles sobre o tempo passado juntos na tarde do desastre que matou 229 em Valência. Fontes sugerem que ela pode tê-lo levado perto do Palau de la Generalitat pouco antes do alerta em massa às 20:11.
Em 29 de outubro de 2024, durante a gota fria que devastou Valência e causou 229 mortes, Carlos Mazón, presidente da Generalitat Valenciana, e a jornalista Maribel Vilaplana almoçaram por motivos profissionais no restaurante El Ventorro. A conta, entregue ao juiz de Catarroja, mostra dois menus por 165 euros, pagos pelo Partido Popular. O encontro se prolongou em uma sala reservada de 16 metros quadrados com janelas, de onde saíram entre 18:30 e 19:00, segundo o proprietário Alfredo Romero.
Vilaplana entrou no estacionamento da praça Tetuán às 14:38. Após se separar de Mazón na entrada do estacionamento, pagou o ticket às 19:48 por 15,10 euros e saiu às 19:51, implicando que estavam juntos pelo menos até cerca de 19:30. Isso estende o álibi deles além das declarações iniciais: Vilaplana corrigiu em uma carta e no tribunal que saíram do restaurante às 18:45, adicionando 60 minutos ao almoço.
Mazón negou que Vilaplana o tenha levado ao Palau de la Generalitat por volta das 20:00, como relatado pelo Levante-EMV citando fontes do PP. Ele insiste que caminhou da porta do estacionamento, um trajeto de 800 metros, e nega ter estado incontactável. «Nego novamente que estava em local desconhecido», declarou na quarta-feira ao chegar ao Palau.
Durante esse período, Mazón não atendeu chamadas das 18:57 às 19:34, incluindo uma da chefe de emergências Salomé Pradas às 19:10. Chegou ao Palau por volta das 20:00 e ao Cecopi às 20:28, após o alerta enviado às 20:11, quando pelo menos 156 pessoas já haviam morrido. O ex de Vilaplana, Xavier Carrau, compartilhou um vídeo da cheia do barranco do Poyo às 19:07, ao qual ela respondeu enquanto estava com Mazón.
O juiz solicitou fotos da sala reservada e da conta devido às contradições nas declarações, nas quais Vilaplana disse não ter ouvido as chamadas de Mazón porque ele se afastou.