Uma nova onda política está se formando no Quênia antes das eleições gerais de 2027, com inúmeras mulheres declarando candidaturas para posições de governador em vários condados. Essas candidatas, incluindo parlamentares e outras líderes, contam com o apoio de figuras proeminentes e citam questões locais não resolvidas. A tendência sinaliza uma mudança na dinâmica da política queniana.
No condado de Kakamega, a representante feminina Elsie Muhanda declarou sua intenção de tirar o governador Fernandes Barasa do cargo, afirmando que sua experiência em negócios e liderança impulsionará a economia do condado. Ela é apoiada por Wycliffe Oparanya e John Walukhe, mas enfrenta oposição de Boni Khalwale e Cleophas Malala. Em Kiambu, a parlamentar de Thika, Alice Ng’ang’a, entrou na disputa contra o governador Kimani Wamatangi, com o apoio de Kimani Ichung’wah e outros parlamentares. Ela argumenta que é hora de uma liderança feminina abordar os problemas não resolvidos dos residentes. Marsabit fez história com a representante feminina Naomi Waqo, que se tornou a primeira mulher a declarar candidatura ao cargo de governadora, ganhando o apoio dos anciãos Borana. Ela competirá com Dido Rasso. Em Laikipia, a ex-representante feminina Cate Waruguru planeja concorrer pela chapa DCP de Rigathi Gachagua, prometendo reformas no setor de saúde e redução de impostos. Seus adversários incluem Ndiritu Muriithi, Koinange Wahome e Mwangi Kiunjuri. Trans Nzoia: A ex-secretária de gabinete de saúde, Susan Nakhumicha, mira no governador George Natembeya por negligenciar os serviços de saúde. Na costa: Espera-se que Aisha Jumwa concorra por Kilifi. Em 2022, sete mulheres foram eleitas governadoras: Gladys Wanga, Kawira Mwangaza, Susan Kihika, Fatuma Achani, Wavinya Ndeti, Anne Waiguru e Cecily Mbarire. Analistas observam que esse aumento reflete a crescente democracia e a quebra das barreiras tradicionais para o acesso de mulheres a altos cargos.