A New York Stock Exchange anunciou intenções de lançar uma plataforma baseada em blockchain funcionando 24 horas por dia para ações tokenizadas e fundos negociados em bolsa mais adiante este ano. Esse movimento faz parte de esforços mais amplos das finanças tradicionais para integrar a tecnologia blockchain. Stablecoins devem facilitar transações no novo exchange.
A New York Stock Exchange (NYSE), de propriedade da Intercontinental Exchange (ICE), está prestes a introduzir um exchange tokenizado 24/7 para ações e ETFs em 2026. Essa iniciativa visa permitir negociações contínuas usando tecnologia blockchain, potencialmente transformando a forma como os títulos são tratados fora dos horários tradicionais de mercado. Os analistas especulam que o mercado de títulos tokenizados pode atingir US$ 400 bilhões em capitalização até o final de 2026, com projeções de crescimento para multitriliões de dólares nos anos subsequentes. Os planos da NYSE se alinham a iniciativas semelhantes na Nasdaq para opções de negociação estendidas e colaborações da ICE com grandes bancos como BNY Mellon e Citi. Essas parcerias focam na incorporação de depósitos tokenizados para agilizar processos de compensação e gerenciamento de dinheiro além dos horários bancários padrão. O BNY Mellon já investiu pesadamente em soluções blockchain, incluindo uma ferramenta de auditoria em tempo real, serviços de depósitos tokenizados e custódia expandida de criptomoedas para clientes. Stablecoins, atreladas a moedas fiduciárias e operando on-chain, terão um papel chave na plataforma. Elas oferecem a velocidade e rastreabilidade da blockchain junto à estabilidade do dinheiro tradicional, auxiliando negociações transfronteiriças. O desenvolvimento coincide com avanços regulatórios esperados, como a possível entrada em vigor da Lei GENIUS em janeiro de 2027, que poderia impulsionar a adoção de stablecoins por instituições financeiras. Para obter aprovação da Securities and Exchange Commission dos EUA, o exchange deve cumprir regras estritas sobre custódia, relatórios e liquidação. Isso aprimorará a transparência em transações on-chain e exigirá integração em várias blockchains usadas por firmas financeiras. No geral, esses passos sinalizam uma adoção acelerada da blockchain pelas finanças tradicionais, posicionando ativos tokenizados como opções viáveis para investidores varejistas e institucionais.